Saída encontrada para o Orçamento preocupa e bolsa perde os 120 mil pontos; dólar sobe
Com a agenda de indicadores esvaziada e a véspera de feriado trazendo uma maior cautela ao cenário, os investidores devem repercutir o acordo para a sanção do Orçamento

Após longos meses de ruídos, tensão e negociações, o governo federal e o Congresso chegaram a um acordo sobre o Orçamento para 2021. A resolução do problema tira um pouco da pressão do cenário fiscal, ainda que a saída encontrada esteja longe de agradar o mercado.
A tradicional cautela pré-feriado, o exterior negativo e o recuo do petróleo no mercado internacional também pesam sobre os negócios. Depois de abrir o dia em alta, por volta das 16h, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda de 0,77%, a 119.997 pontos.
O dólar à vista, que recuou durante a maior parte do dia, também passou a subir com o fortalecimento da moeda em escala global. No mesmo horário, a divisa tinha alta de 0,19%, a R$ 5,5613.
[captacao]
Depois de uma sequência de cinco dias de alívio, os principais contratos de juros negociados no mercado futuro voltam a subir. Confira as taxas do dia:
- Janeiro/2022: de 4,62% para 4,66%
- Janeiro/2023: de 6,26% para 6,31%
- Janeiro/2025: de 7,88% para 7,96%
- Janeiro/2027: de 8,50% para 8,60%
Feito, mas longe de ser perfeito
Com cinco meses de atraso, o Orçamento de 2021 parece finalmente em vias de ser sancionado. O que alívia o câmbio, mas pressiona a bolsa e os juros.
Leia Também
Para que a pauta destravasse, o governo e o Executivo precisaram entrar em um acordo que equilibrasse as despesas obrigatórias e o total destinado às emendas parlamentares. A saída encontrada foi um novo projeto de lei que “manobra” o teto de gastos e prevê R$ 125 bilhões de gastos emergenciais - formado principalmente por projetos criados para aplacar os efeitos da pandemia - fora do limite fiscal estabelecido. O governo também cedeu à pressão dos parlamentares e manteve R$ 16,5 bilhões em emendas dentro do Orçamento.
Hoje pela manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o acordo permite que o orçamento seja “exequível”. Para o mercado, no entanto, a solução encontrada deve trazer ainda mais pressão para as contas públicas, já que não enxuga o problema e sim gera novos gastos.
Há pouco, ao comentar a arrecadação federal recorde no primeiro trimestre, Guedes voltou a falar sobre o acordo. Segundo o ministro, a decisão mostra o compromisso do governo com a saúde e a responsabilidade fiscal.
No vermelho
No exterior, a agenda esvaziada de indicadores econômicos leva os investidores a entrarem em compasso de espera pelos resultados das grandes empresas americanas. Nos Estados Unidos, a temporada de balanço já está em andamento e tem comandado o rumo dos negócios.
As bolsas americanas e europeias operam no vermelho, também cedendo a um movimento de realização de lucros após os recordes da semana passada. Os índices aprofundaram a queda na última hora, acompanhando também o movimento do petróleo, que recua mais de 2% no mercado internacional.
Durante a madrugada, as bolsas asiáticas fecharam sem uma direção única, mesmo após o Banco Central chinês ter mantido a principal taxa de juros nos níveis atuais. O temor do mercado era que a rápida recuperação econômica levasse a uma retirada dos estímulos monetários.
Jogando contra
A performance das commodities metálicas, que tanto tem ajudado o Ibovespa nos últimos tempos, hoje pesa para o lado negativo
A Vale divulgou sua produção de minério de ferro do primeiro trimestre deste ano. Foram 68,045 milhões de toneladas, 14,2% acima do mesmo período do ano passado. As vendas do subiram 14,8%, para 59,298 milhões de toneladas. Mas a produção de níquel e cobre recuaram.
O desempenho ficou em linha com o piso das projeções para o ano e um pouco abaixo do esperado pelo mercado. As ações da Vale repercutem os números de forma negativa e mesmo o salto do minério de ferro não é suficiente para aplacar a queda da mineradora e das siderúrgicas, empresas de grande peso para o índice.
Por volta das 13h30, a Vale recuava cerca de 1,63%.
Sobe e desce
O Carrefour Brasil divulgou prévias operacionais robustas e números que agradaram o mercado. As ações da companhia sobem, mas também impulsionam os papéis do concorrente GPA, que desponta como a principal alta do dia. Confira:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| PCAR3 | GPA ON | R$ 38,42 | 6,49% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 20,76 | 4,85% |
| ELET3 | Eletrobras ON | R$ 36,19 | 3,28% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 22,89 | 3,11% |
| CSAN3 | Cosan ON | R$ 92,73 | 3,10% |
As ações da Yduqs e o segmento de educação como um todo, operam em forte queda nesta terça-feira. Segundo Marcio Lórega, analista técnico da Ativa Investimentos, as empresas de educação recuam após o bom desempenho no último mês, em um movimento de rotação de setores
Em seguida, vemos o setor aéreo recuando em bloco, seguindo uma tendência vista também na Europa. No Velho Continente, a covid-19 ainda assusta e gera novos temores. As Lojas Renner seguem em movimento de correção, após a alta expressiva registrada na semana passada.
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 29,64 | -5,00% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 22,19 | -4,06% |
| EMBR3 | Embraer ON | R$ 14,93 | -3,24% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 92,69 | -3,45% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 43,72 | -3,34% |
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?