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MERCADOS HOJE

Saída encontrada para o Orçamento preocupa e bolsa perde os 120 mil pontos; dólar sobe

Com a agenda de indicadores esvaziada e a véspera de feriado trazendo uma maior cautela ao cenário, os investidores devem repercutir o acordo para a sanção do Orçamento

Congresso Mercados Baixa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Após longos meses de ruídos, tensão e negociações, o governo federal e o Congresso chegaram a um acordo sobre o Orçamento para 2021. A resolução do problema tira um pouco da pressão do cenário fiscal, ainda que a saída encontrada esteja longe de agradar o mercado. 

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A tradicional cautela pré-feriado, o exterior negativo e o recuo do petróleo no mercado internacional também pesam sobre os negócios. Depois de abrir o dia em alta, por volta das 16h, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em queda de 0,77%, a 119.997 pontos.

O dólar à vista, que recuou durante a maior parte do dia, também passou a subir com o fortalecimento da moeda em escala global. No mesmo horário, a divisa tinha alta de 0,19%, a R$ 5,5613.

Depois de uma sequência de cinco dias de alívio, os principais contratos de juros negociados no mercado futuro voltam a subir. Confira as taxas do dia:

  • Janeiro/2022: de 4,62% para 4,66%
  • Janeiro/2023: de 6,26% para 6,31%
  • Janeiro/2025: de 7,88% para 7,96%
  • Janeiro/2027: de 8,50% para 8,60%

Feito, mas longe de ser perfeito

Com cinco meses de atraso, o Orçamento de 2021 parece finalmente em vias de ser sancionado. O que alívia o câmbio, mas pressiona a bolsa e os juros.

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Para que a pauta destravasse, o governo e o Executivo precisaram entrar em um acordo que equilibrasse as despesas obrigatórias e o total destinado às emendas parlamentares. A saída encontrada foi um novo projeto de lei que “manobra” o teto de gastos e prevê  R$ 125 bilhões de gastos emergenciais - formado principalmente por projetos criados para aplacar os efeitos da pandemia - fora do limite fiscal estabelecido. O governo também cedeu à pressão dos parlamentares e manteve R$ 16,5 bilhões em emendas dentro do Orçamento.

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Hoje pela manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o acordo permite que o orçamento seja “exequível”. Para o mercado, no entanto, a solução encontrada deve trazer ainda mais pressão para as contas públicas, já que não enxuga o problema e sim gera novos gastos. 

Há pouco, ao comentar a arrecadação federal recorde no primeiro trimestre, Guedes voltou a falar sobre o acordo. Segundo o ministro, a decisão mostra o compromisso do governo com a saúde e a responsabilidade fiscal.

No vermelho

No exterior, a agenda esvaziada de indicadores econômicos leva os investidores a entrarem em compasso de espera pelos resultados das grandes empresas americanas. Nos Estados Unidos, a temporada de balanço já está em andamento e tem comandado o rumo dos negócios. 

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As bolsas americanas e europeias operam no vermelho, também cedendo a um movimento de realização de lucros após os recordes da semana passada.  Os índices aprofundaram a queda na última hora, acompanhando também o movimento do petróleo, que recua mais de 2% no mercado internacional. 

Durante a madrugada, as bolsas asiáticas fecharam sem uma direção única, mesmo após o Banco Central chinês ter mantido a principal taxa de juros nos níveis atuais. O temor do mercado era que a rápida recuperação econômica levasse a uma retirada dos estímulos monetários. 

Jogando contra

A performance das commodities metálicas, que tanto tem ajudado o Ibovespa nos últimos tempos, hoje pesa para o lado negativo

A Vale divulgou sua produção de minério de ferro do primeiro trimestre deste ano. Foram 68,045 milhões de toneladas, 14,2% acima do mesmo período do ano passado. As vendas do subiram 14,8%, para 59,298 milhões de toneladas. Mas a produção de níquel e cobre recuaram.

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O desempenho ficou em linha com o piso das projeções para o ano e um pouco abaixo do esperado pelo mercado. As ações da Vale repercutem os números de forma negativa e mesmo o salto do minério de ferro não é suficiente para aplacar a queda da mineradora e das siderúrgicas, empresas de grande peso para o índice. 

Por volta das 13h30, a Vale recuava cerca de 1,63%.

Sobe e desce

O Carrefour Brasil divulgou prévias operacionais robustas e números que agradaram o mercado. As ações da companhia sobem, mas também impulsionam os papéis do concorrente GPA, que desponta como a principal alta do dia. Confira:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PCAR3GPA ONR$ 38,426,49%
MRFG3Marfrig ONR$ 20,764,85%
ELET3Eletrobras ONR$ 36,193,28%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 22,893,11%
CSAN3Cosan ONR$ 92,733,10%

As ações da Yduqs e o segmento de educação como um todo, operam em forte queda nesta terça-feira. Segundo Marcio Lórega, analista técnico da Ativa Investimentos, as empresas de educação recuam após o bom desempenho no último mês, em um movimento de rotação de setores

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Em seguida, vemos o setor aéreo recuando em bloco, seguindo uma tendência vista também na Europa. No Velho Continente, a covid-19 ainda assusta e gera novos temores. As Lojas Renner seguem em movimento de correção, após a alta expressiva registrada na semana passada. 

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
YDUQ3Yduqs ONR$ 29,64-5,00%
GOLL4Gol PNR$ 22,19-4,06%
EMBR3Embraer ONR$ 14,93-3,24%
PRIO3PetroRio ONR$ 92,69-3,45%
LREN3Lojas Renner ONR$ 43,72-3,34%
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