Após manhã volátil, Ibovespa acompanha NY e renova mínimas; dólar tem leve alta
No Brasil, a proximidade do recesso parlamentar promete trazer alívio ao cenário político

A sexta-feira (16) é de agenda esvaziada, mas os poucos dados econômicos divulgados hoje nos Estados Unidos foram suficientes para tirar as bolsas globais da rota de recuperação.
O primeiro foi o número de vendas no varejo americano, que surpreendeu o mercado ao exibir um avanço de 0,6%. Na sequência foi a vez do sentimento do consumidor decepcionar, caindo a 80,6, bem abaixo da estimativa de 86,3 dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal.
Com os números em mãos, o mercado fica mais uma vez de olho em Washington, onde o presidente do Fed, Jerome Powell, e a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, participam de reunião do Conselho de Estabilidade Financeira. O que os investidores querem ouvir é sinais dos próximos passos do Federal Reserve no que diz respeito à política monetária.
Por aqui, as discussões em torno da reforma tributária e a proximidade do recesso parlamentar também entram na equação. O Ibovespa chegou a abrir o dia em alta, mas passou a operar instável com a piora das bolsas americanas, que agora operam em queda e aceleram o movimento nesta tarde.
Por volta das 16h, o principal índice da B3 recuava 0,99%, aos 126.200 pontos. O dólar à vista, que recuou durante a maior parte do dia, agora opera em leve alta de 0,07%, a R$ 5,1189.
Enquanto a bolsa e o câmbio vivem um dia volátil, o mercado de juros opera com leve viés de queda, com margens mais justas. Confira as taxas do dia:
Leia Também
- Janeiro/22: de 5,81% para 5,79%
- Janeiro/23: de 7,30% para 7,25%
- Janeiro/25: de 8,28% para 8,20%
- Janeiro/27: de 8,67% para 8,60%
Fechando a semana
Voltando para o Brasil, o Congresso Nacional vive seus últimos momentos antes do recesso parlamentar, que vai do dia 18 até 31 de julho. A reforma tributária segue sendo a grande prioridade dos investidores, que agora repercutem a informação de que Celso Sabino, relator da pauta, estuda um modelo de tributação progressiva dos lucros e dividendos.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, aprovada ontem, também pode mexer com os negócios. O texto aumentou o limite de verbas para o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, cifra que gera desconforto. A LDO ainda prevê um déficit primário nas contas públicas de R$ 170 bilhões. A pauta agora segue para sanção presidencial.
Sobe e desce
Em antecipação à cisão parcial das Americanas e do início da fusão dos negócios com a B2W, os papéis das duas companhias se sobressaem e lideram as altas do dia. Confira:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BTOW3 | B2W ON | R$ 68,56 | 5,01% |
| SBSP3 | Sabesp ON | R$ 37,64 | 3,69% |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | R$ 21,18 | 2,87% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 27,27 | 2,13% |
| TIMS3 | Tim ON | R$ 12,11 | 2,02% |
Confira as principais quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 44,85 | -3,13% |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 60,49 | -2,58% |
| EMBR3 | Embraer ON | R$ 17,91 | -1,97% |
| ENEV3 | Eneva ON | R$ 17,61 | -1,73% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 56,47 | -1,52% |
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