O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A volta dos ruídos políticos, aliado à tradicional cautela pré-feriado, trouxe grande instabilidade aos mercados; bolsa e dólar ficaram próximos do zero a zero
Prometo não fazer nenhum trocadilho sobre ser fevereiro e não ter carnaval, acho que nesta altura da semana (e do mês) você já deve ter lido pelo menos uma centena de versões da mesma piadoca com o clássico de Jorge Ben Jor.
Até porque, os bloquinhos e trios elétricos estão realmente cancelados, mas a folga para a "celebração" foi mantida na B3, ou seja, nada de pregão até às 13h de quarta-feira.
Aliás, nada de pregão também na Ásia - onde a maior parte das bolsas ficam fechadas por uma semana para comemorar o Ano Novo Lunar - e, na segunda-feira, nada de negócios também nos Estados Unidos, já que o país celebra o feriado do “Dia do Presidente”.
Tradicionalmente, em situações normais de temperatura e pressão, véspera de feriado costuma ser sempre acompanhada de uma dose extra de cautela. Depois de um ano de pandemia e uma semana cheia de ruídos que geraram uma boa dose de mal-estar no mercado, já deu para notar que passamos longe de uma situação “normal”.
Com a coincidência de tantos feriados no exterior, a tradicional correção da quarta-feira de cinzas não deve ser tão brusca quanto em outros tempos. Mas os investidores sabem que nem por isso os próximos dias devem ser tranquilos.
A questão do auxílio emergencial, que monopolizou as manchetes durante toda a semana, segue longe de ser resolvida. Mas até que evoluímos do começo da semana para cá. A dúvida deixou de ser se teríamos ou não uma nova rodada do benefício e passou a ser o impacto nos cofres públicos e como fazer essa despesa caber dentro do teto (sem pedaladas ou excepcionalidades).
Leia Também
Depois de atritos com o presidente da Câmara, Arthur Lira, Paulo Guedes deve botar o seu bloco na rua. É que o ministro da Economia prometeu colocar todos os membros da equipe econômica para trabalhar no feriado para consolidar as duas PECs, a de Guerra e do Pacto Federativo, que garantirão a meta fiscal e uma saída para o financiamento do auxílio emergencial.
Hoje, Guedes até se reuniu com o presidente da Câmara e do Senado, Rodrigo Pacheco, em um almoço para discutir a questão, onde as lideranças afirmam terem firmado um pacto em torno da responsabilidade fiscal.
Então, não espanta que os investidores tenham optado por uma espécie de zero a zero nesta sexta-feira (12). O dia foi de grande instabilidade no mercado brasileiro, que alternou altas e quedas ao longo de tada a sessão.
Nos 45 do segundo tempo, o principal índice da bolsa brasileira acabou anotando um gol chorado e fechando o dia no azul, em alta de 0,11%, aos 119.428,72 pontos. Em uma semana que contou com três pregões de queda, o índice acumulou um recuo de 0,68%.
No câmbio, o dia também foi de leve alívio, com o dólar à vista terminando a sexta-feira em queda de 0,26%, a R$ 5,3742. Na semana, o recuo foi de apenas 0,18%.
A moeda americana deixou de lado a cautela local e seguiu apoiado na expectativa de que o Federal Reserve deve seguir atuando na economia. Vale lembrar que o Banco Central atuou durante quase toda a semana no câmbio, para impedir a escalada da moeda.
A fotografia final da bolsa e do câmbio podem não ser bons reflexos da tensão que tomou conta do mercado hoje e nos últimos dias, mas a do mercado de juros dá uma ideia melhor de todo o estresse. Refletindo as incertezas em torno do quadro fiscal brasileiro, as taxas tiveram um dia (e uma semana) de alta, principalmente na ponta mais longa. Confira as taxas de fechamento:
A semana que passou foi recheada de divulgações macroeconômicas importantes e que cimentaram a perspectiva de que a volta do auxílio emergencial é quase inevitável.
Primeiro, tivemos a queda das vendas no varejo, que recuaram 6,1% em dezembro, totalizando uma alta de 1,2% em 2020, abaixo do esperado pelo mercado. Depois, os dados de serviços também reforçaram a tese de uma economia que precisa de estímulos: mesmo que o desempenho tenha vindo um pouco acima do esperado pelos analistas.
A única surpresa positiva da semana ficou com o resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do PIB, e que registrou crescimento de 0,64% em dezembro, na comparação com novembro.
Para fechar o combo de divulgações da semana, tivemos também o índice oficial de inflação do país, o IPCA, que registrou uma alta de 0,25% em janeiro, mostrando uma desaceleração.
Diante dos números, e da pressão, até o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que a volta do auxílio é algo inevitável. A questão é como fazer isso sem que a situação fiscal do país seja ainda mais pressionada.
Ao longo da semana, a temperatura subiu em Brasília, quando a expectativa era de tempos de paz. O novo presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrou nominalmente o ministro Paulo Guedes por uma urgência no encontro de uma solução para o problema.
Ruídos não faltaram ao longo da semana, citar todos eles seria quase humanamente impossível, mas os principais deles envolveram a criação de um imposto temporário, “excepcionalização” do teto de gastos, auxílio aprovado no Congresso sem contrapartida fiscal e o ministro Guedes pedindo aos congressistas que mantivessem o bom senso na hora de lidar com a questão.
O que importa é saber o cenário que nos encontramos e que deve se desenrolar ao longo do fim de semana, já que PG prometeu que a equipe econômica irá trabalhar no assunto.
O que se sabe até agora é que depois de uma reunião entre as lideranças, Pacheco, Lira e Guedes se comprometeram a aprovar um “marco fiscal” que permita o financiamento da nova rodada do auxílio emergencial. Mas sem muitos detalhes.
Ainda sem confirmação oficial, o que circula é que o governo já está em negociações avançadas para aprovar uma extensão do auxílio por mais quatro parcelas, no valor de R$ 250, acima do que vinha sendo esperado pelo mercado. A expectativa, segundo o Estadão, é que o benefício seja retomado de março até julho.
Segundo o economista-chefe da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo, as perguntas que precisam ser respondidas o mais rápido possível são “quanto tempo, qual o tamanho e de que forma?” e são justamente elas que seguem indefinidas.
Para Alexandre Espirito Santo, economista chefe da Órama Investimentos, todos os mercados estão sendo influenciados pela liquidez extraordinária que inundou o sistema como forma de conter a crise do coronavírus e que, por tabela, influencia também o mercado brasileiro.
Em Nova York, onde o dia foi também de instabilidade, as bolsas vêm renovando as suas máximas seguidas vezes. O mercado americano fechou a segunda semana consecutiva com ganhos e ainda aguarda a “injeção” de mais um pacote de estímulos fiscais, que deve girar em torno de US$ 1,9 bilhão. No momento, o presidente Joe Biden busca um apoio bipartidário para a aprovação da medida.
Nesta semana, também tivemos a sinalização de que o Federal Reserve, o banco central americano, deve seguir mantendo uma política de estímulos até que a economia de fato se recupere, o que ajuda a enfraquecer o dólar em escala global.
Para o economista, se não fosse esse cenário de otimismo e liquidez generalizados, talvez a bolsa brasileira estivesse em um patamar inferior ao que está. Para ele, tanto o câmbio quanto a bolsa atualmente estão em compasso de espera.
No Brasil, espera pelos próximos passos do governo e, lá fora, de como o cenário internacional deve seguir “frouxo”, no aguardo de estímulos, como se espera.
A expectativa positiva que guiou os investidores na semana passada, com a eleição dos candidatos governistas para o comando da Câmara e do Senado, foi reforçada com a aprovação da autonomia do Banco Central.
O mercado espera que, passada a “crise” em volta do auxílio emergencial, o Congresso dê sequência a agenda reformista da equipe econômica.
A CVC, empresa de um dos segmentos mais afetados durante a pandemia, lidera as altas do dia após notícias de que o Ministério da Saúde deve adquirir mais doses para acelerar o processo de vacinação no país. Confira as maiores altas da sessão:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 19,90 | 5,57% |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 30,22 | 3,03% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 79,59 | 2,92% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 34,64 | 2,33% |
| RAIL3 | Rumo ON | R$ 20,18 | 1,87% |
A Cielo foi o principal destaque negativo do dia. Além do cenário de negócios já desfavorável como um todo, a companhia também sofreu com algumas notícias no campo corporativo, com a redução de participação do fundo 3G Radar na companhia e a sinalização de que o Banco do Brasil não deve se desfazer da sua fatia na companhia. Essa última informação, deixa os investidores um tanto receosos. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 3,66 | -6,63% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 17,20 | -2,38% |
| BPAC11 | BTG Pactual units | R$ 109,00 | -2,33% |
| CPLE6 | Copel PN | R$ 65,89 | -1,91% |
| BRDT3 | BR Distribuidora ON | R$ 22,25 | -1,77% |
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%
O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados
O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual
Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”
Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%