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2022-09-13T19:10:51-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
FECHAMENTO DO DIA

Inflação americana derruba Wall Street e Ibovespa cai mais de 2%; dólar vai a R$ 5,18 com pressão sobre o Fed

Com o Nasdaq em queda de 5% e demais índices em Wall Street repercutindo negativamente dados de inflação, o Ibovespa não conseguiu sustentar o apetite por risco

13 de setembro de 2022
19:01 - atualizado às 19:10
Dragão golpeia Jerome Powell |Inflação americana mexe com o Ibovespa
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, enfrentando o dragão da inflação - Imagem: Caverna do Dragão Oficial/ Freepick - Montagem: Brenda Silva

Enquanto as restrições impostas pelo coronavírus saíam por uma porta, o dragão da inflação se preparava para entrar pela outra nos Estados Unidos, mexendo com o Ibovespa e demais bolsas globais.

Seguindo todos os clichês de uma visita indesejada, ela foi chegando de fininho, prometendo ficar por apenas meia hora, mas parece ter se estabelecido de vez na poltrona mais confortável da sala — e sem data para ir embora.

Até o momento, não importa quantas vassouras o Federal Reserve coloque atrás da porta, o dragão segue se mostrando confortável e surpreendente. 

Hoje, o mercado estava convicto que o indicador de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostraria que a visita indesejada está com as malas prontas para ir embora, mas não foi isso que aconteceu.  

A alta de 0,1% do indicador fez com que as projeções mais otimistas que empolgaram as bolsas ontem — e até as mais moderadas — envelhecessem tão bem quanto leite fora da geladeira. O dia chegou a começar com ganhos em Nova York, mas a divulgação da inflação ao consumidor fez com que o apetite por risco evaporasse rapidamente. 

As apostas em uma alta de 0,50 ponto percentual (pp) na reunião da semana que vem do Fed desapareceu da mesa, dando lugar a chances maiores de um ajuste de 0,75 pp ou até mesmo 1,0 pp, colocando ainda mais pressão sobre o banco central americano. 

A reação de Wall Street levou as bolsas americanas a perderem cerca de US$ 1,6 trilhão em valor de mercado, uma das maiores quedas desde junho de 2020, quando ainda enfrentávamos as incertezas do coronavírus. 

As ações de tecnologia e crescimento foram as principais vítimas, com o Nasdaq recuando 5,16%. O Dow Jones e o S&P 500 caíram 3,94% e 4,32%, respectivamente. 

O Ibovespa também foi afetado pela forte aversão ao risco, com apenas duas ações fechando o dia no azul — MRV (MRVE3) e BB Seguridade (BBSE3). O principal índice da B3 recuou 2,30%, aos 110.793 pontos. O dólar à vista foi pressionado pela perspectiva de juros mais altos nos EUA e encerrou o dia em alta de 1,77%, a R$ 5,1875. 

Com fôlego

O grande evento do dia teve sabor de decepção para os investidores. A alta de 0,1% na inflação americana ao consumidor (CPI, na sigla em ingês), frustrou o mercado e o Ibovespa, que esperava um alívio na alta dos preços. 

Os analistas, que antes projetavam a elevação de 50 pontos-base na próxima reunião do Federal Reserve (Fed), agora preveem um cenário com alta de 0,75 ponto percentual. Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, esse segue sendo o cenário-base, mas há quem aposte em um avanço de até 100 pontos-base em setembro, como indicou o avanço dos Treasuries nesta terça-feira. 

Não é só a reunião da próxima semana que está no radar dos investidores. A continuidade da elevação dos preços também aumenta as chances de que o aperto monetário prossiga no encontro de novembro, com um aumento de 50 pontos-base.

Isso porque o presidente do Fed, Jerome Powell, já afirmou que a autoridade monetária deve trazer a inflação novamente ao centro da meta de 2%.

O presidente americano, Joe Biden, chegou a comentar os números e disse que os preços ficaram estagnados no país nos últimos dois meses, o que demonstra "mais progresso no objetivo de reduzir a inflação" — visão não compartilhada com a maior parte do mercado. 

Leia também:

  • EXCLUSIVO "BOLSONARO X LULA": com 7 de setembro e ânimos à flor da pele para eleições, saiba como as eleições podem mexer com o Ibovespa daqui para frente e o que aconteceu com a Bolsa nas últimas 6 eleições, de 1998 a 2018. Basta liberar o material gratuito neste link

Outros dados que mexem com a bolsa

No Brasil, hoje foi dia de conhecer os números do setor de serviços. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o volume de serviços avançou 1,1% em julho frente a junho, alta de 6,3% contra o mesmo período do ano anterior.

O número leva o setor ao pico mais alto desde novembro de 2014. 

As sobreviventes do Ibovespa

Com a forte queda do mercado internacional e aversão ao risco que tomou conta do Ibovespa, apenas duas ações escaparam do vermelho nesta terça-feira (13) — a MRV (MRVE3) e a BB Seguridade (BBSE3), que repercutiu a melhora de expectativas após um relatório do UBS BB sobre o setor de seguros. Confira os desempenhos:

CÓDIGONOMEVALORVAR
MRVE3MRV ONR$ 12,341,06%
BBSE3BB Seguridade ONR$ 28,250,25%

Confira também as maiores quedas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEVALORVAR
HAPV3Hapvida ONR$ 7,78-6,83%
NTCO3Natura ONR$ 15,86-6,49%
QUAL3Qualicorp ONR$ 9,02-5,94%
DXCO3Dexco ONR$ 10,18-5,74%
BRFS3BRF ONR$ 15,37-5,71%

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