Cautela internacional atinge o Ibovespa e bolsa recua mais de 2%; dólar sobe a R$ 5,44
Sem gatilho positivo para seguir um caminho diferente da busca por proteção global, o Ibovespa acompanha e recua mais de 2%

A crise energética que atinge a Europa e a China segue trazendo pressão extra para o movimento inflacionário global e alimenta a cautela dos investidores nesta segunda-feira (04).
As bolsas chinesas permaneceram fechadas nesta segunda-feira (04) por conta de um feriado local, mas tivemos novidades com relação à situação da Evergrande. A companhia informou a suspensão da negociação de seus papéis na bolsa de Hong Kong e também da sua subsidiária Evergrande Property Services, sem especificar as razões.
A antecipação do cenário de redução de estímulos pressiona as bolsas americanas, que operam com quedas de cerca de 2%. Com a agenda dos próximos dias recheada de dados econômicos relevantes, o retorno dos títulos do Tesouro americano voltam a disparar, pressionando principalmente as empresas de tecnologia. O Nasdaq também é impactado pela queda dos servidores do Facebook.
Sem gatilhos positivos para seguir um caminho diferente, o Ibovespa acompanha. Além do cenário externo pressionado, o mercado local também repercute a notícia de paralisação das atividades da Vale na mina de Onça Puma, no Pará, após a suspensão da licença da mineradora e as incertezas em torno das questões fiscais que pressionam as contas públicas.
O olhar dos investidores também se volta para Brasília, onde os “jabutis” que foram adicionados à MP da crise hídrica ameaça encarecer ainda mais a conta de energia elétrica. Por volta das 16h20, o principal índice da bolsa brasileira recuava 2,28%, aos 110.323 pontos. Em dia de alta em escala global, o dólar à vista sobe 1,37%, a R$ 5,4372.
- Janeiro de 2022: de 7,18% para 7,22%
- Janeiro de 2023: de 9,13% para 9,23%
- Janeiro de 2025: de 10,15% para 10,26%
- Janeiro de 2027: estável em 10,63%
Ponto final
A segunda-feira também marca oficialmente o fim do casamento entre a XP Investimentos e o banco Itaú, com a estreia dos BDRs da corretora na B3 e um ajuste à menor de 18% nas ações do banco.
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Sobe e desce do Ibovespa
Com a queda de quase 2% do índice, poucas empresas operam em alta. A Petrobras acompanha a valorização do petróleo internacional, após a Opep+ decidir não alterar o plano de oferta. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 29,10 | 1,46% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 28,28 | 1,00% |
| JBSS3 | JBS ON | R$ 36,58 | 0,66% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 76,58 | 0,50% |
A prévia operacional do Banco Inter não trouxe as provisões extraordinárias que o mercado tanto temia, mas os números também não agradaram e o banco digital lidera as quedas do dia. Na sequência temos o Banco Pan. Mais cedo, as ações BPAN4 chegaram a aparecer como a maior alta do Ibovespa, repercutindo a aquisição da Mosaico, dona do Buscapé. Confira as maiores quedas.
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| BIDI4 | Banco Inter PN | R$ 15,95 | -6,94% |
| BIDI11 | Banco Inter unit | R$ 47,72 | -6,61% |
| BPAN4 | Banco Pan PN | R$ 16,25 | -6,12% |
| ALPA4 | Alpargatas PN | R$ 50,06 | -6,11% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 21,74 | -6,05% |
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