Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

MAU HUMOR DÁ O TOM

5 razões por que o Ibovespa não para de cair

Problemas fiscais e tensão internacional geram incertezas e refletem em um Ibovespa cada vez mais próximo dos 100 mil pontos

Jasmine Olga
Jasmine Olga
17 de setembro de 2021
15:33 - atualizado às 11:26
queda bolsa mercados
Imagem: Shutterstock

Se a tendência vista ao longo de toda a sexta-feira se confirmar, o Ibovespa irá emplacar o seu quarto pregão seguido de queda e um retorno negativo de mais de 6% em 2021 — um desempenho decepcionante para um índice que começou o ano renovando máximas e atingiu o seu nível recorde há apenas três meses. Desde então, o principal índice da B3 recuou 13% e não dá sinais de ter chegado ao fundo do poço. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não deixe de conferir a nossa cobertura de mercados

As tensões políticas até deram uma amenizada na ressaca do 7 de setembro, quando o presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta pregando o diálogo entre os Poderes e amenizando o clima de tensão instaurado nos meses anteriores, mas os problemas em Brasília estão longe do fim e na noite de ontem, uma nova canetada do presidente abriu margem para ainda mais cautela por parte dos investidores. 

Mas não é só a capital federal que estressa os negócios. A China e a potencial desaceleração da economia global são fortes fontes de aversão ao risco no mercado financeiro. Confira agora 5 razões que ajudam a explicar o mau humor da bolsa brasileira:

1) O teto fica ou sai?

Sem o cabo de guerra entre os Poderes para atrapalhar, os investidores voltaram a esperar ansiosos pela definição sobre o pagamento ou parcelamento dos precatórios. A despesa, que totaliza mais de R$ 89 bilhões em 2022, já foi considerada “impraticável” pelo ministro da Economia Paulo Guedes, que agora tenta costurar apoio no Judiciário e no Legislativo para o parcelamento da dívida. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o pagamento total, o governo extrapolaria o teto de gastos e pressionaria ainda mais a saúde fiscal do país pós-pandemia. A outra alternativa seria retirar a despesa do cálculo do teto, abrindo espaço no Orçamento para novos gastos, outro ponto que preocupa os investidores. 

Leia Também

2) Aumento de gastos sem reformas

Falando em gastos, a maior preocupação dos investidores é com o programa social que irá substituir o Bolsa Família — o Auxílio Brasil. Durante meses o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a necessidade de elevar o valor do benefício para ‘pelo menos R$ 300’, mas sem endereçar como o valor seria financiado. Bom, isso até hoje. 

O Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (17) trouxe um novo decreto do presidente Jair Bolsonaro, que aumentou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

A nova alíquota do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF) valerá tanto para pessoas físicas quanto para empresas, com validade de 20 de setembro a 31 de dezembro. Hoje a cobrança máxima é de 3% ao ano para pessoa jurídica e de 6% para pessoa física. A nova regra deve arrecadar cerca de R$ 2,14 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado não reagiu bem ao “fim do mistério”. Isso porque em um momento de aperto monetário e elevação expressiva das taxas de juros, a elevação do IOF deve dificultar ainda mais o acesso a crédito em um país que ainda busca se recuperar dos impactos da pandemia e possui altos índices de endividamento.

Outro ponto que incomoda os investidores é que as reformas administrativas e tributária, consideradas essenciais para a melhora do cenário das contas públicas seguem sendo apresentadas em versões mais brandas do que o inicialmente desejado e quanto mais nos aproximamos do período eleitoral de 2022, menos chances essas pautas têm de serem aprovadas. 

3) Inflação em disparada

A elevação da taxa de juros, aliás, está longe do seu fim. Com a inflação não mostrando sinais de arrefecimento, acumulando uma alta de mais de 9% em 12 meses e pressões que devem seguir elevando os índices de preços, a renda fixa fica cada vez mais atrativa para os investidores e empresas que precisam de empréstimos e financiamentos para crescer são cada vez mais prejudicadas. 

Com a reabertura econômica, a tendência é que os próximos meses siga trazendo uma elevação dos preços no setor de serviços, o que já era esperado pelo mercado. Mas a persistência da crise hídrica e outras questões climáticas que afetaram as safras brasileiras seguem sendo estressores relevantes e já fazem o mercado precificar uma Selic de dois dígitos já no próximo ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

VEJA TAMBÉM: Ação da Raízen (RAIZ4) pode se VALORIZAR mais de 50% após o IPO | Entenda

4) China em apuros e commodities em queda

Primeiro país a entrar na crise, a China também foi a primeira potência a retomar o ritmo de crescimento. Agora, o gigante asiático mostra sinais de ser o primeiro a esbarrar em novos desafios para manter a economia aquecida. Como grande exportador de commodities, o Brasil é afetado pela queda na demanda do principal país consumidor do mundo. 

A desaceleração chinesa já seria motivo suficiente para explicar a aversão ao risco internacional, mas ainda temos a intervenção chinesa no mercado de aço para digerir. 

Tentando conter pressões inflacionárias oriundas da forte alta do minério de ferro, o governo chinês trabalha para reduzir a demanda de ferro. O resultado é que a commodity já recuou mais de 50% desde o patamar recorde de  US$ 230 a tonelada, afetando diretamente empresas de peso do Ibovespa, como Vale, CSN, Gerdau e Usiminas. 

Outro temor que chega da China são os problemas financeiros da incorporadora Evergrande e o impacto que a ‘quebra’ da empresa pode gerar no resto do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa passa por problemas de liquidez e, por isso, o BC chinês injetou US$ 14 bilhões no sistema financeiro para tentar tranquilizar os investidores.Com um passivo de mais de US$ 300 bilhões, uma eventual falência impactaria bancos, fornecedores, consumidores e investidores, com possibilidade de contágio de diversos mercados. O caso já é considerado por alguns como o novo Lehman Brothers, o banco de investimentos que deu a largada à crise de 2008.

5) O que o Fed fará?

A China não é a única potência mundial que mostra sinais de desaceleração da economia. Depois de meses de temores em torno de um superaquecimento da economia, agora os investidores temem os impactos da variante delta na recuperação econômica. 

Os dados das últimas semanas renovam as esperanças de que o Federal Reserve, o banco central americano, não inicie a retirada dos estímulos em 2021. Ao mesmo tempo, a demora para a retomada de alguns setores da economia e do mercado de trabalho geram incertezas. E o mercado odeia incertezas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia