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Bolsa brasileira está negociando abaixo de sua média histórica; entenda os números que motivam a alta e por que a dupla de bancões se destaca
O Bank of America (BofA) está otimista, dentro do possível, com a Bolsa brasileira no ano que vem e projeta um potencial de valorização de aproximadamente 16%, considerando o valor atual de 108 mil pontos e o preço-alvo de 125 mil pontos.
A visão parte do indicador preço/lucro (P/L), que dá uma estimativa do prazo de retorno do capital investido. O Ibovespa está em 8,4x, abaixo da média histórica de 12x. Assim, segundo os analistas do BofA, quem tende a se destacar neste cenário é o Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), dois gigantes com resiliências de lucros.
A alta modesta, menor do que o pico de 130 mil pontos em julho, tem explicações cirúrgicas. O banco destaca que a tendência de aumento do custo de capital (isto é, valor que usa para financiar suas operações antes de obter lucro) em meio ao aumento da inflação e dos juros ao redor do mundo, prejudica o valuation das empresas e favorece a migração dos investidores para a renda fixa.
O crescimento mais lento da China também preocupa. Além disso, o BofA leva em conta os riscos do país permanece, com inflação, eleições presidenciais de 2022 (período que historicamente tende a ser turbulento), riscos fiscais e possíveis ruídos políticos.
Nesse cenário de alta de possível alta de 15% no período, porém, duas ações se destacam.
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O Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido de R$ 6,767 bilhões no 3º trimestre de 2021. O resultado representa um aumento de 34,5% em relação ao mesmo período de 2020 e superou as projeções dos analistas, que esperavam um lucro líquido de R$ 6,362 bilhões. Já o Itaú tem a marca mais valiosa do Brasil em 2021, com valor estimado em R$ 40,5 bilhões, de acordo com o estudo anual da consultoria Interbrand divulgado neste mês.
O Bank of America lembra que, em momentos eleitorais, os bancos têm um histórico comprovado de resiliência, o que não deve ser diferente no próximo ano. “As eleições no Brasil em outubro do próximo ano podem ser um evento decisivo. Por enquanto, nosso caso base assume que os candidatos irão se mover em direção ao centro conforme avançamos nas campanhas eleitorais”, analisa o BofA em um relatório enviado a clientes.
Um outro ponto a favor das duas empresas é a alta das taxas de juros. Com o avanço da Selic, os empréstimos e financiamentos encarecem, favorecendo bancões com uma ampla carteira de crédito, como Itaú e Bradesco.
Os analistas ainda apontam os riscos de uma desaceleração da economia na China e de revisões para baixo nas projeções das companhias, conforme a atividade no Brasil também caia. Ainda assim, a estimativa base é de que as empresas consigam entregar um avanço de 20% no lucro por ação (fora energia e commodities) para 2022 e 16% em 2023.
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