Ibovespa pode chegar a 125 mil pontos em 2022 – e Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) podem ser boas oportunidades de lucro no ano, avalia Bank of America
Bolsa brasileira está negociando abaixo de sua média histórica; entenda os números que motivam a alta e por que a dupla de bancões se destaca
O Bank of America (BofA) está otimista, dentro do possível, com a Bolsa brasileira no ano que vem e projeta um potencial de valorização de aproximadamente 16%, considerando o valor atual de 108 mil pontos e o preço-alvo de 125 mil pontos.
A visão parte do indicador preço/lucro (P/L), que dá uma estimativa do prazo de retorno do capital investido. O Ibovespa está em 8,4x, abaixo da média histórica de 12x. Assim, segundo os analistas do BofA, quem tende a se destacar neste cenário é o Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), dois gigantes com resiliências de lucros.
A alta modesta, menor do que o pico de 130 mil pontos em julho, tem explicações cirúrgicas. O banco destaca que a tendência de aumento do custo de capital (isto é, valor que usa para financiar suas operações antes de obter lucro) em meio ao aumento da inflação e dos juros ao redor do mundo, prejudica o valuation das empresas e favorece a migração dos investidores para a renda fixa.
O crescimento mais lento da China também preocupa. Além disso, o BofA leva em conta os riscos do país permanece, com inflação, eleições presidenciais de 2022 (período que historicamente tende a ser turbulento), riscos fiscais e possíveis ruídos políticos.
Nesse cenário de alta de possível alta de 15% no período, porém, duas ações se destacam.
Leia Também
Bradesco e Itaú são 'remédios fortes' em meio às eleições - e podem ser boas oportunidades de lucro em 2022
O Bradesco (BBDC4) registrou lucro líquido de R$ 6,767 bilhões no 3º trimestre de 2021. O resultado representa um aumento de 34,5% em relação ao mesmo período de 2020 e superou as projeções dos analistas, que esperavam um lucro líquido de R$ 6,362 bilhões. Já o Itaú tem a marca mais valiosa do Brasil em 2021, com valor estimado em R$ 40,5 bilhões, de acordo com o estudo anual da consultoria Interbrand divulgado neste mês.
O Bank of America lembra que, em momentos eleitorais, os bancos têm um histórico comprovado de resiliência, o que não deve ser diferente no próximo ano. “As eleições no Brasil em outubro do próximo ano podem ser um evento decisivo. Por enquanto, nosso caso base assume que os candidatos irão se mover em direção ao centro conforme avançamos nas campanhas eleitorais”, analisa o BofA em um relatório enviado a clientes.
Um outro ponto a favor das duas empresas é a alta das taxas de juros. Com o avanço da Selic, os empréstimos e financiamentos encarecem, favorecendo bancões com uma ampla carteira de crédito, como Itaú e Bradesco.
Os analistas ainda apontam os riscos de uma desaceleração da economia na China e de revisões para baixo nas projeções das companhias, conforme a atividade no Brasil também caia. Ainda assim, a estimativa base é de que as empresas consigam entregar um avanço de 20% no lucro por ação (fora energia e commodities) para 2022 e 16% em 2023.
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
