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MPRJ diz que companhias teriam se beneficiado de esquema ilícito de concessão de incentivos fiscais pelo Estado do Rio
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve na quinta-feira (11) na Justiça uma decisão que bloqueia mais de R$ 528 milhões em bens de empresas ligadas ao grupo J&F, holding dos irmãos Wesley e Joesley Batista.
A medida indisponibilizou R$ 210,7 milhões da Seara, R$ 137,5 milhões da Vigor, R$ 137,5 milhões da Dan Vigor e R$ 43,2 milhões da JBS (JBSS3). Segundo o MPRJ, as companhias teriam se beneficiado de um esquema de concessão de incentivos fiscais ilícitos, concedidos pelo Estado do Rio desde 2014.
Procurada pela reportagem, a J&F não quis comentar a decisão. Os fatos foram revelados por executivos da holding no âmbito do acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal (MPF), em 2017.
De acordo com MPRJ, as empresas da J&F foram indevidamente enquadradas em programas de fomento estadual, aproveitando vantagens fiscais que “causaram graves prejuízos ao erário”.
Em troca, a holding efetuou, em 2014, doação financeira vultosa para a campanha de aliados políticos do ex-governador Sérgio Cabral, viabilizando a eleição de seu sucessor para o governo do Estado, Luiz Fernando Pezão, assim como outras candidaturas do grupo.
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
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