🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

SD Premium

Os segredos da bolsa: três fatores que podem roubar a cena do coronavírus nesta semana

O coronavírus continua trazendo enorme cautela à bolsa, mas há outros fatores que podem mexer diretamente com as ações nesta semana. Saiba quais:

Victor Aguiar
Victor Aguiar
23 de março de 2020
5:30 - atualizado às 15:59
segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

Mais uma semana se iniciando, mais uma onda de pessimismo se desenhando no horizonte: as bolsas da Ásia e os futuros de Nova York caem forte neste fim de domingo (22), assim como as cotações do petróleo. Tudo indica que teremos mais um pregão de muito estresse nesta segunda (23).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E não é para menos: o surto de coronavírus segue implacável na Europa, ainda sem sinais de estabilização na Itália e nos demais países da região que são mais afetados. Do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos também veem um salto nas ocorrências — e, por aqui, o quadro é igualmente preocupante.

No Brasil, eram mais de 1.500 casos confirmados até domingo, com 25 mortes. O governo de São Paulo decretou quarentena por 15 das, determinando o fechamento do comércio não-essencial; diversos outros estados do país foram pelo mesmo caminho e tomaram medidas semelhantes.

No mundo todo, já são quase 15 mil óbitos e cerca de 330 mil pessoas infectadas, quadro que coloca países inteiros em quarentena e provoca uma desaceleração brusca na economia global.

É cada vez mais evidente que, em meio à pandemia da doença, o nível de atividade mundial será fortemente impactado — já há bancos e casas de análise que trabalham com um cenário-base de recessão em 2020, apesar das inúmeras iniciativas de governos e bancos centrais para tentar conter os danos da doença à economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Considerando isso tudo, é mais que natural que os mercados mostrem-se bastante pessimistas e com forte aversão ao risco — e, levando em conta a abertura da sessão asiática, pode-se esperar mais um dia de perdas expressivas nas bolsas nesta segunda. Mas isso não quer dizer que não haja outros fatores capazes de influenciar as negociações.

Leia Também

Por mais que o coronavírus continue no centro das atenções, os investidores devem ficar atentos à agenda de dados econômicos no Brasil e à temporada de balanços do quarto trimestre de 2019, que chega à reta final. Mesmo em meio ao caos global, tais fatores podem imprimir uma dinâmica particular às operações por aqui.

A começar pelo Banco Central, que quebrou o script e antecipou a divulgação da ata da última reunião do Copom.

Tem surpresa no radar?

Tradicionalmente, as atas da reunião do Copom são divulgadas na terça-feira seguinte à divulgação da decisão da Selic. Assim, era de se esperar que o documento fosse publicado apenas no dia 24.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que, na noite da última terça, o BC soltou um comunicado à imprensa com duas novidades. A ata será conhecida já nesta segunda (23), às 8h; em sequência, o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, anunciará medidas de combate aos efeitos do coronavírus.

O BC não explicou por que a divulgação da ata foi antecipada ou qual o teor das ações a serem reveladas por Campos Neto, o que criou expectativa entre os investidores. Afinal, faz menos de uma semana que o Copom cortou a Selic ao patamar de 3,75% ao ano.

Há quem aposte num programa mais volumoso de atuações no mercado de câmbio, de modo a tentar frear a escalada do dólar; há quem acredite numa ação extraordinária nos juros, semelhante às feitas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano); há quem aguarde um pacote para aumentar a liquidez dos mercados...

As opções são inúmeras, mas o mistério persiste. Assim, fique atento ao BC nesta segunda-feira, já que, a depender do teor do anúncio, os mercados poderão ter algum alívio mesmo em meio ao pessimismo externo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E mesmo a ata do Copom também precisa ser analisada com lupa. Afinal, o corte de 0,5 ponto na Selic veio acompanhado de um tom cauteloso por parte do BC — a autoridade deu a entender que não gostaria de cortar mais os juros daqui para frente, embora não descarte a opção caso seja necessário.

Assim, a ata trará mais luz a respeito do racional por trás da decisão do Copom. Saber exatamente qual é a visão do BC em relação aos riscos gerados pelo coronavírus tende a balizar o comportamento do dólar e das curvas de juros — o que, em última instância, afeta diretamente a bolsa.

Reta final

No front corporativo, destaque para os últimos balanços da safra de resultados referentes ao quarto trimestre de 2019. Sim, eu sei: levando em conta o caos no mundo por causa do coronavírus, parece besteira dar atenção a esses números. Mas confie em mim: há dados importantes a serem coletados.

Veja abaixo a lista com os principais balanços a serem divulgados nos próximos dias:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Segunda-feira (23): Hapvida
  • Quarta-feira (25): JBS, Oi e Via Varejo
  • Quinta-feira (26): Embraer e Sabesp
  • Sexta-feira (27): Cogna e Eletrobras

O dia D, obviamente, é quarta-feira, com três empresas que são muito populares entre os investidores.

O balanço da Via Varejo é especialmente importante porque será o primeiro a levar em conta uma fraude contábil descoberta no fim de 2019 — na ocasião, a empresa estimava um impacto de até R$ 1,4 bilhão no resultado do trimestre.

Mas isso não é tudo. Os números dos últimos três meses darão uma ideia melhor a respeito da recuperação da Via Varejo — muitos analistas apostam que, sob a gestão da família Klein, a empresa tem tudo para melhorar suas métricas operacionais.

Assim, o resultado do trimestre pode ser um divisor de águas para a Via Varejo: caso confirme o otimismo do mercado, poderá atrair ainda mais investidores para as ações ON (VVAR3); caso frustre e mostre um panorama desanimador para 2020, os papéis tendem a sofrer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda na quarta-feira, destaque para os números da Oi, empresa que está em recuperação judicial e que tenta a todo custo vender ativos e fazer caixa. As métricas de endividamento e alavancagem, assim, estão entre os pontos a serem analisados de perto pelos investidores.

Vale lembrar que, há poucos dias, Tim e Telefônica Brasil se uniram para tentar comprar a divisão de telefonia móvel da Oi — os valores da proposta não foram divulgados. Desta maneira, qualquer comentário a respeito dessa transação, tanto no balanço quanto na teleconferência com analistas, provocarão reações intensas aos papéis da empresa.

Quanto às outras empresas, é importante checar os comentários da administração a respeito do panorama para 2020. Afinal, ao contrário das companhias que não deixaram para reportar seus balanços na reta final da temporada, elas têm a chance de passar previsões que já levam em conta o atual cenário de caos com o coronavírus.

Assim, fique atento aos comentários e previsões a serem passados por essas companhias — fará toda a diferença na hora de você tomar a decisão de investir ou não nessas empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E agora, Brasil?

Por fim, atenção à agenda de dados econômicos no Brasil, com três divulgações relevantes e que podem mexer com a confiança dos investidores:

  • IPCA-15 em março, na quarta-feira (25)
  • Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central, na quinta-feira (26)
  • Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em janeiro, na sexta-feira (27)

O IPCA-15 dará o primeiro termômetro dos impactos do surto de coronavírus na inflação do país. Na primeira quinzena do mês, as quarentenas e isolamentos em decorrência da doença ainda tinham pouca força por aqui.

Por um lado, esse fenômeno tende a gerar deflação, dada a natural contração da atividade. Mas, por outro, as corridas aos supermercados, em busca de estoques para uma quarentena, podem provocar distorções nos preços — assim, é importante ficar atento quanto ao comportamento dos índices inflacionários.

O RTI também será importante para ter mais clareza quanto à visão do Banco Central a respeito da trajetória dos preços ao longo do ano, em meio ao surto do coronavírus — será o segundo documento oficial a dar clareza quanto ao balanço de riscos do BC, após a divulgação da ata do Copom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, temos o IBC-Br — um dado defasado por se referir a janeiro, mas que dará uma foto a respeito do estado da economia brasileira antes da crise do coronavírus.

Assim, esses três dados atuarão em conjunto para dar uma clareza maior ao investidor quanto à economia doméstica. Por mais que o governo já tenha cortado a projeção de crescimento do PIB em 2020 para alta de apenas 0,02%, cada nova informação serve para afastar a nebulosidade entender como esse novo cenário mexe com a atividade local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar