Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-03-19T08:20:47-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Reação ao coronavírus

Banco Central reduz juros para 3,75% ao ano e diz que usará todo o arsenal contra a crise

Por outro lado, o BC não se compromete com novas reduções na Selic após queda de 0,5 ponto percentual e avalia que a atual conjuntura “prescreve cautela na condução da política monetária”

18 de março de 2020
18:08 - atualizado às 8:20
Roberto Campos neto
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

O Banco Central respondeu ao choque provocado pela pandemia do coronavírus e que ameaça paralisar a economia com uma redução de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), para 3,75% ao ano. Com o corte, os juros no Brasil renovam as mínimas históricas.

O movimento do Comitê de Política Monetária (Copom) era esperado pela maioria dos analistas, embora alguns deles defendessem um corte ainda maior nas taxas para conter os efeitos da doença na atividade econômica.

O BC deixou a porta aberta para novos cortes na Selic, embora não tenha se comprometido com um ciclo maior de redução.

“O Banco Central do Brasil ressalta que continuará fazendo uso de todo o seu arsenal de medidas de políticas monetária, cambial e de estabilidade financeira no enfrentamento da crise atual”, informou o Copom, no comunicado que acompanha a decisão.

Leia também:

Por outro lado, o BC avalia que a atual conjuntura “prescreve cautela na condução da política monetária”. Isso significa que o Copom vê como adequada a manutenção da taxa Selic em 3,75% ao ano.

O Banco Central aproveitou a decisão sobre a Selic para defender a continuidade do processo de reformas da economia.

“Questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas têm o potencial de elevar a taxa de juros estrutural da economia.”

Os dois lados da inflação

Os diretores do Banco Central veem fatores de risco em ambas as direções dentro do cenário básico para a inflação. De um lado, o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado.

“Esse risco se intensifica caso um agravamento da pandemia provoque aumento da incerteza e redução da demanda com maior magnitude ou duração do que o estimado.”

Por outro lado, o aumento da potência da política monetária, a deterioração do cenário externo ou frustrações com a continuidade das reformas podem levar a uma trajetória de inflação acima do projetado, na análise do Copom.

Ainda de acordo com o BC, a pandemia causada pelo novo coronavírus está provocando uma desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos financeiros.

“Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulo monetário pelas principais economias, o ambiente para as economias emergentes tornou-se desafiador.”

A pressão para uma ação mais enérgica da autoridade monetária brasileira aumentou depois que o Federal Reserve, o BC norte-americano, cortou os juros de forma extraordinária no domingo para um intervalo de 0% a 0,25%.

As instituições financeiras vem reduzindo uma a uma as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e do mundo diante da pandemia. Hoje o banco norte-americano Goldman Sachs passou a prever uma contração da economia brasileira de 0,9% em 2020.

Antes do agravamento da epidemia do coronavírus, a expectativa do mercado era que o BC encerrasse o ciclo de corte de juros em fevereiro, quando diminuiu a taxa em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano.

*Conteúdo em atualização

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

PAPAI NOEL NA B3

CPFL Energia (CPFE3) pagará R$ 1,5 bilhão em dividendos antes do Natal; parte da grana ainda pode ser sua

Parte do valor corresponde à última fatia dos R$ 1,7 bilhões em proventos anunciados em agosto e divididos em três parcelas

Reconhecida no exterior

Luiza Trajano é a única brasileira entre as 25 mulheres mais influentes de 2021

Luiza é apontada como uma das empresárias e líderes sociais mais notáveis do país, além de inspiração para empreendedores de todos os lugares

VÍDEO

O metaverso numa casca de noz: os analistas do Seleção Empiricus mostram como investir nas tendências do futuro

Confuso com o metaverso? Pois saiba que é possível ganhar dinheiro com ele hoje — e os analistas do Seleção Empiricus mostram como

bitcoin (BTC) hoje

Bitcoin (BTC) luta para se manter nos US$ 56 mil, mas Solana (SOL) e Cardano (ADA) sobem após notícias positivas; confira

A pandemia de covid-19 pressiona os ativos de risco, como ações e criptomoedas; o bitcoin (BTC) segue em queda

O futuro é roxo?

Nubank quer ser a maior fintech do mundo, não só da América Latina, e pode vir a ser ‘muito lucrativo’, diz BTG

Analistas do BTG destacaram os principais pontos da apresentação dos fundadores do Nubank a investidores, e consideram que, para justificar o valuation de US$ 40 bi no IPO, roxinho terá de atingir um retorno de 30% em cinco anos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies