Menu
2020-04-29T09:52:03-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
fala, ministro

Presidente apoia projetos da equipe econômica, diz Guedes

Ministro voltou a dizer que houve um mal-entendido na avaliação de que o programa Pró-Brasil de investimentos públicos em infraestrutura lançado pela Casa Civil levaria a um confronto com a equipe econômica

29 de abril de 2020
9:34 - atualizado às 9:52
Paulo Guedes
Ministro disse que não falava de pessoas, mas "do risco de termos um Estado parasitário, aparelhado politicamente financeiramente inviável" - Imagem: Washington Costa/Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira, 29, que conta com apoio do presidente Jair Bolsonaro para implementar os projetos formulados pela equipe econômica. "As hipóteses que eu trabalho têm se mantido", completou.

Guedes voltou a dizer que houve um mal-entendido na avaliação de que o programa Pró-Brasil de investimentos públicos em infraestrutura lançado pela Casa Civil levaria a um confronto com a equipe econômica.

"O ministro Braga Netto tem que conciliar os projetos setoriais dos diversos ministérios. Ele começou a fazer programação de pedidos e aquilo foi anunciado como programa", afirmou, em videoconferência com lideranças do setor varejista.

Para Guedes, não são esses R$ 15 bilhões investimentos públicos que vão colocar o Brasil para decolar. O Plano Pró-Brasil prevê investimentos de R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões até 2022.

"Tudo bem, não há nada de errado. Mas o próprio ministro (da Infraestrutura) Tarcísio Gomes de Freitas sabe que o Brasil precisa de mais de R$ 200 bilhões em investimentos, que terão que vir pelo setor privado", acrescentou. "Todos sabemos que o caminho da retomada é investimento privado. O PAC já deu errado", completou.

Para Guedes, a atual crise só demonstra que o governo precisa insistir na agenda de reformas fiscais após a epidemia. Ele lembrou que já havia 40 milhões de trabalhadores informais antes da crise e criticou o que chamou de ambiente hostil a empresas.

"Pegamos o País quebrado. Vamos propor quebrar de novo? O caminho da retomada já conhecemos: marco do saneamento, choque de energia barata, simplificação de impostos, facilitar investimentos privados", disse.

Bancos

Paulo Guedes, destacou, ainda, as medidas tomada pelo governo para garantir o crédito para empresas médias e grandes e lembrou que o Congresso irá aprovar em breve projetos também para as micro e pequenas empresas.

"Soltamos, primeiro, o crédito, liberando compulsórios e esperando a maré de liquidez subir. Mas os bancos, em um momento de crise como essa, pensam primeiro no depositante do que nos tomadores de crédito. Conservadoramente, eles retiveram essa liquidez e renegociaram o crédito de seus melhores clientes, que são as maiores empresas", afirmou, em videoconferência com lideranças do setor varejista.

O ministro disse ainda que o governo precisou se movimentar para garantir o crédito privado para alguns setores que não estavam sendo atendidos pelos bancos, como as empresas aéreas, setor automotivo e energia elétrica. Um consórcio de bancos foi formado para estudar os financiamentos para esse setor.

"Deixamos o mais próximo de negociação de livre mercado possível, o governo não vai pegar dinheiro da saúde para salvar uma grande empresa. Os bancos usarão debêntures conversíveis e garantias de ativos, dependendo de cada setor", completou.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

seu dinheiro na sua noite

Fidelidade em baixa com a pandemia

Não, não estou falando da fidelidade entre casais. Até porque, por mais que a convivência excessiva em família na quarentena tenha abalado alguns casamentos, o momento não anda muito propício às puladas de cerca. Estou falando do setor de fidelidade, que abarca as empresas de programas de pontos e milhagem, sobretudo aqueles ligados às companhias […]

Empresa ligada à Vale

Justiça aprova pedido de Recuperação Judicial da Samarco

RJ não terá impacto nas atividades operacionais da mineradora, nem nas ações de reparação e compensação pela tragédia de Mariana

FECHAMENTO

Ibovespa ignora tensão em Brasília e NY no vermelho e avança 1%; dólar também sobe

Enquanto as blue chips garantiram o bom desempenho do Ibovespa, o dólar avançou 0,84%, pressionado pelo noticiário em Brasília

Exaltou integração

Presidente do Banco Central não enxerga competição entre bancos e fintechs

Segundo Campos Neto, a integração entre as mídias sociais e o sistema financeiro é maior inovação que existe no momento

Menos pontos e milhas

Setor de empresas de fidelidade encolhe quase 30% em 2020

O segmento de fidelidade movimentou R$ 5,3 bilhões em 2020, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF)

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies