Como ter a chance de ficar milionário, começando em 2023; veja vídeo aqui

Cotações por TradingView
2020-09-13T10:08:56-03:00
Estadão Conteúdo
Amazônia em chamas

Mourão diz que queimadas na Amazônia não são “padrão Califórnia”

Medição do Inpe acusa “focos de calor” nas imagens de satélite, “o que não significa incêndio”, disse o vice-presidente, em entrevista à rede CNN

13 de setembro de 2020
10:08
Hamilton Mourão
Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que as queimadas que estão ocorrendo na Amazônia não são "padrão Califórnia", referindo-se aos incêndios que também têm ocorrido no Estado norte-americano.

Em entrevista concedida ontem à noite para a rede CNN, Mourão comentou que a medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - que faz monitoramento dos focos de incêndios na região - acusa "focos de calor" nas imagens de satélite, "o que não significa incêndio".

"Vários focos juntos é que vão constituir um incêndio, dependendo da área em que estiverem localizados", disse Mourão e continuou: "Qualquer área acima de 47 graus vira foco de calor; uma fogueira vira foco de calor, mas não é incêndio. Não estou desmistificando nada, mas temos de dar a devida proporção ao que está acontecendo na Amazônia."

Mourão disse ainda que com o trabalho que tem feito no Conselho da Amazônia, em integração com vários outros órgãos do governo, como Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, o objetivo do governo Jair Bolsonaro, ao fim do seu mandato, é reduzir as taxas de queimadas e desmatamento na Amazônia Legal a 10% dos níveis históricos.

"Temos de realizar todas as operações necessárias, no sentido de que haja essa redução, lembrando que a repressão pura e simples não contribuirá sozinha para isso. Isso passa pela conscientização das pessoas e também pela regularização fundiária, que é fundamental para a gente combater as ilegalidades, além de desenvolver atividades econômicas na região."

Sobre cortes orçamentários no Ministério do Meio Ambiente, Mourão disse "que não foi tão grande, perdeu alguma coisa". Lembrou, porém, que o trabalho de combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia não se resume somente à pasta do Meio Ambiente.

"Por exemplo, a regularização fundiária está com o Ministério da Agricultura e a questão da proteção de terras indígenas está com a Funai; são vários organismos que também têm recursos e esse é o trabalho do Conselho da Amazônia, fazer com que os trabalhos tenham sinergia."

Em relação a reclamações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de que iria perder R$ 60 milhões do orçamento de sua pasta, o que inviabilizaria, segundo ele, o combate ao desmatamento na Amazônia, Mourão disse que Salles usou seu direito de "jus sperniandi".

"Ele defendeu sua pasta e colocou de forma pública isso. No fim das contas, foi resolvido e os recursos ficaram com ele; não há stress entre militares e o MME; aliás, o Salles é o tempo todo acionado pelo Conselho da Amazônia." Mourão acrescentou que "faltou melhor entendimento do ministro (Salles, sobre os recursos, que não estavam de fato bloqueados) e ele me acionar", disse.

"Já conversei com Salles. Quando ele se sentir pressionado por outras alas, ele tem de recorrer a quem pode lhe auxiliar. E eu posso, por razões óbvias em relação a esse recurso e o trabalho que o Ministério do Meio Ambiente pode fazer."

Sobre a campanha Defund Bolsonaro, que tomou as redes sociais na semana passada, Mourão disse que se trata de um trabalho "contra o Brasil" e que de "oposição política".

"Temos de responder com trabalho, com ações e trabalhar", disse Mourão, acrescentando que já no fim de janeiro o presidente Bolsonaro deu uma resposta "enfática e pragmática" para lidar com a questão do desmatamento na Amazônia, ao criar o Conselho da Amazônia, que permite a "sinergia" dentro do governo para lidar com a questão.

"Existem ilegalidades (na Amazônia), mas estamos combatendo. Lembrando que a Amazônia é uma região de dimensões ciclópicas e é pouco integrada ao território brasileiro", disse. "Esses fundos, esses investidores, têm de entender o que é a Amazônia."

Mourão criticou, ainda, a pressão exclusivamente sobre a Amazônia brasileira. "Por que a pressão é só sobre a parte brasileira? Não tem desmatamento na Bolívia, na Colômbia, no Peru? Há um jogo geopolítico pesado, onde também participam empresas, que por sua vez, também são pressionadas pela agenda ESG."

Mas o vice-presidente disse que tem recebido apoio de várias empresas brasileiras para combater o desflorestamento da Amazônia. "Nossos grandes frigoríficos estão ajudando, participando de uma política fundamental que é a rastreabilidade do rebanho criado no Brasil. A partir do momento em que não aceitarem mais comprar gado que venha de área desmatada estarão dando um passo enorme para se encaixar nessa agenda e cooperar com o governo."

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

ESTÁGIO E TRAINEE

Itaú e Santander estão com vagas abertas para estágio e trainee; veja oportunidades com bolsas-auxílio de até R$ 2,1 mil

6 de fevereiro de 2023 - 17:49

As empresas aceitam candidaturas para estágio de estudantes de diversos cursos; o início está previsto para março e abril de 2023

JOGO DE TABULEIRO

No tabuleiro de ‘War’ dos frigoríficos, Minerva (BEEF3) leva a melhor e pode subir mais de 60%; ações da BRF (BRFS3) cai 7%

6 de fevereiro de 2023 - 17:05

Analistas do Banco Santander apontam que a atuação internacional de algumas empresas acaba desfavorecendo as projeções para os papéis dessas companhias.

MAIS UM

Pegou mais um: C6 Bank faz reestruturação e demite

6 de fevereiro de 2023 - 16:47

O banco digital afirmou que os desligamentos fazem parte de uma reestruturação focada na otimização da experiência do cliente; número de funcionários afetados não foi confirmado

ABASTECE AÍ

Itaú BBA diz que é hora de encher o tanque com Vibra e Ultrapar — saiba o potencial de alta de UGPA3 e VBBR3

6 de fevereiro de 2023 - 15:59

Segundo o banco, a dinâmica da distribuição de combustíveis tem variado bastante ao longo dos anos, regida pelas políticas de preços da Petrobras e flutuações no mercado internacional — será que as duas empresas estão preparadas para o que vem por aí?

AINDA PODE SUBIR MAIS

Mesmo após a disparada de 2022, o Citi ainda vê potencial de alta para as ações da Cielo (CIEL3)

6 de fevereiro de 2023 - 14:59

Na avaliação do banco, a Cielo (CIEL3) trouxe um resultado financeiro forte e deve manter a mesma tendência ao longo deste ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies