Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
tensão em brasília

Crise com o Congresso pode trocar reformas prioritárias por pautas bombas

Acirramento dos ânimos depois que o presidente disparou de seu celular um vídeo convocando apoiadores a irem às ruas para defendê-lo contra o Congresso ampliou as incertezas da agenda econômica

À mesa, presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). - Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

A equipe econômica já começa a ver riscos de não avançarem rapidamente, neste primeiro semestre, as três pautas que eram dadas como certas para aprovação pelo Congresso: o projeto de autonomia do Banco Central e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) Emergencial e dos fundos públicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O acirramento dos ânimos com o Parlamento, depois que o presidente Jair Bolsonaro disparou de seu celular um vídeo convocando apoiadores a irem às ruas para defendê-lo contra o Congresso, como revelou o jornal O Estado de São Paulo, colocou a pauta em suspense e ampliou as incertezas da agenda econômica. O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o mais cobrado pelas lideranças partidárias da Câmara e do Senado, que o acusam de ter descumprido o acordo do Orçamento impositivo, que amplia poderes dos parlamentares na destinação dos recursos para programas e ações do governo. Nos bastidores, líderes reclamam de fragilidades da equipe de Guedes nas negociações. A impaciência do Parlamento com Guedes foi exposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que reclamou do ministro da Economia ao próprio Bolsonaro.

Por outro lado, na área econômica, há receio que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não consiga mais segurar a votação das pautas-bomba (projetos com alto impacto nas despesas públicas), como fez até agora. São pautas populares, que obrigariam o presidente a vetá-las pelo custo fiscal. A mais preocupante é a que reformula a política do salário mínimo. Emenda já apresentada à Medida Provisória 919, que fixa o salário mínimo em R$ 1.045,00, pode ter impacto já em 2020.

'Dono da pauta'

Mesmo Maia sendo "dono" da pauta de votação, a Câmara já se movimenta por conta de sua sucessão, o que pode enfraquecer o apoio ao presidente da Casa. A disputa pelas comissões também atrapalha as negociações.

A interlocutores, Maia garante que não tem interesse em pautas-bomba, porque quer manter a bandeira de um Congresso que preza pelo equilíbrio fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A avaliação é de que não é hora de o Congresso "riscar o fósforo", mas de calibrar a resposta à investida do governo contra os parlamentares. Para as lideranças, o problema na condução da agenda econômica está na relação entre a equipe de Guedes com o próprio governo, que "precisa se acertar com as tendências populistas do governo, como quando Bolsonaro decide intervir na economia", diz o líder do Cidadania na Câmara, Arnaldo Jardim (SP).

Leia Também

POLÍTICA

Jaques Wagner (PT-BA) decide deixar liderança do governo no Senado após reunião com Lula

VITÓRIA FORA DA MARGEM DE ERRO

BTG Pactual/Nexus: Lula abre vantagem e venceria Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições 2026

Para o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), a relação com Guedes já foi melhor. "A equipe econômica chegou a ser a grande avalista da agenda do governo na Câmara. Atualmente, atritos reduziram essa sintonia, como o aguardo pelas propostas tributária e administrativa que não chegaram até o momento."

Rodrigo Maia foi cauteloso. Pelo Twitter, defendeu o diálogo em nome da democracia. Na equipe econômica, o discurso é de busca do entendimento com o Congresso. A área econômica teme ainda que o Parlamento seja duro na votação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e não dê flexibilidade necessária para a gestão orçamentária em 2020.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fernando Haddad no podcast Market Makers 20 de maio de 2026 - 19:41
CNH bom motorista 18 de maio de 2026 - 15:36
Flávio Bolsonaro durante entrevista 15 de maio de 2026 - 18:05
Imagem criada por inteligência artificial mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, em primeiro plano. Ele usa terno preto, camisa branca e gravata azul clara. Ao fundo, Lula veste terno de mesma cor, com gravata escura. 4 de maio de 2026 - 14:04
Jorge Messias 29 de abril de 2026 - 19:49
Marcha Global dos Povos Indígenas (2025) 19 de abril de 2026 - 15:03
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar