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2020-08-25T18:58:53-03:00
Estadão Conteúdo
antigo minha casa minha vida

Com juro menor, governo lança novo programa habitacional

Objetivo é de atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda com o financiamento habitacional até 2024, um incremento de 350 mil, segundo o governo

25 de agosto de 2020
12:37 - atualizado às 18:58
Vista aérea de imóveis do Minha Casa Minha Vida em processo de construção. São Paulo.
Vista aérea de imóveis do Minha Casa Minha Vida em processo de construção. São Paulo. - Imagem: Shutterstock

O governo federal lança nesta terça-feira, 25, o programa habitacional Casa Verde Amarela, que substituirá o Minha Casa Minha Vida (MCMV), criado no governo Lula, em 2009. Priorizando as regiões Norte e Nordeste, o novo desenho conta com taxas de juros menores, que vão de 4,25% a 4,5% ao ano.

O objetivo é de atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda com o financiamento habitacional até 2024, um incremento de 350 mil, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

De acordo com a pasta, as regiões Norte e Nordeste serão contempladas com a redução nas taxas em até 0,5 ponto porcentual para famílias com renda de até R$ 2 mil mensais, e 0,25 para quem ganha entre R$ 2 mil e R$ 2,6 mil. Nessas localidades, os juros poderão chegar a 4,25% ao ano para cotistas do FGTS e, nas demais regiões, a 4,5%. No MCMV, os juros partiam de 4,75% ao ano.

O programa também beneficia o Norte e o Nordeste por possibilitar que uma parcela mais abrangente de famílias seja beneficiada, com rendimento de até R$ 2,6 mil por mês. Nas outras regiões, o valor é de até R$ 2 mil. O limite do valor dos imóveis financiados também foi ampliado.

O programa ainda conta com um braço de regularização fundiária e melhoria, por meio de reformas, em residências de pessoas de baixa renda. A meta é regularizar 2 milhões de casas e realizar melhorias em 400 mil até 2024. De acordo com o MDR, o custo individual será de R$ 500 a R$ 20 mil.

Segundo o governo, a previsão é disponibilizar, até o fim do ano, mais R$ 25 bilhões do FGTS e R$ 500 milhões do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) para o programa. Os empreendimentos devem gerar, até 2024, mais de 2,3 milhões de novos postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos, disse o Planalto.

Há também uma previsão de aporte de R$ 2,4 bilhões do Orçamento Geral da União para o próximo ano, que será destinado a garantir a continuidade de obras de 185 mil unidades habitacionais contratadas, a retomada de 100 mil residências e os empreendimentos de urbanização em andamento.

O novo programa entrará em vigor a partir de uma medida provisória que será assinada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira. Com isso, o Congresso precisará chancelar as novas regras.

Segundo o Planalto, somente após a publicação da MP, as propostas serão analisadas e aprovadas pelos conselhos curadores do FGTS e do FDS. Ainda neste ano, serão publicados os primeiros editais para a contratação de regularização fundiária e melhorias habitacionais, informou o governo.

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