Menu
2020-08-02T14:33:32-03:00
Estadão Conteúdo
'nova' CPMF

Bolsonaro confirma aval para Guedes discutir novo imposto

Guedes convenceu o presidente a liberar a discussão pública da volta da antiga CPMF; presidente diz que em contrapartida outros impostos seriam reduzidos ou extintos

2 de agosto de 2020
14:32 - atualizado às 14:33
17/12/2019  Culto de Ação de Graçasr
(Brasília - DF, 17/12/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro e a Primeira-Dama Michelle Bolsonaro, durante Culto de Ação de Graças de Final de Ano.rFoto: Isac Nóbrega/PR -

O presidente Jair Bolsonaro confirmou neste domingo (2) que deu o aval para o ministro da Economia, Paulo Guedes, debater com o Congresso a criação de uma 'nova' CPMF, em contrapartida à redução ou extinção de outros impostos.

Bolsonaro citou como exemplo a redução de percentuais na tabela do Imposto de Renda ou a ampliação da isenção, a desoneração da folha de pagamento ou a extinção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo ele, não haverá aumento da carga tributária.

"O que eu falei com o Paulo Guedes, você fala CPMF, né, pode ser o imposto que você quiser, tem que ver por outro lado o que vai deixar de existir. Se vai diminuir a tabela do Imposto de Renda, o percentual, ou aumentar a isenção, ou desonerar a folha de pagamentos, se vai também acabar com o IPI", disse ao ser questionado se teria dado o aval para Guedes discutir uma nova CPMF com o Parlamento.

O presidente conversou com jornalistas ao parar numa padaria no Lado Norte, em Brasília, durante passeio de moto acompanhado do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Como mostrou o Broadcast/Estadão na última sexta-feira, com o estrago da covid-19 no mercado de trabalho, Guedes convenceu o presidente a liberar a discussão pública da volta do tributo com o argumento de que não se trata da antiga CPMF, porque não haverá aumento da carga tributária.

Neste domingo, Bolsonaro ponderou, no entanto, que se a população entender que não é necessário mexer nesses tributos, a saída é "deixar como está".

Para o presidente, não se trata nem mesmo de o Congresso entender ou não que um novo imposto deva ser criado, já que o Executivo e o Parlamento são "subordinados ao povo". O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é o maior crítico do retorno de um tributo nos moldes da CPMF.

"Então eu falei para ele (Guedes), quando for apresentar a vocês, botar os dois lados da balança. Se o povo não quiser, vou nem falar Parlamento, nós e o Parlamento somos subordinados ao povo. Se o povo achar que não deve mexer, deixa como está. Agora, tem o dono da padaria aqui, a dificuldade que é contratar gente com esse emaranhado de leis que temos pela frente, direitos", disse.

Guedes tenta convencer o presidente a aceitar o envio do projeto com a possibilidade de aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), hoje em R$ 1,9 mil por mês, uma promessa de campanha de Bolsonaro, e viabilizar o Renda Brasil, o programa social que o governo desenha para substituir o Bolsa Família. Guedes quer enviar o projeto com o novo tributo ainda em agosto.

Questionado sobre quando a segunda fase da proposta de reforma tributária deve ser enviada pelo governo, Bolsonaro respondeu não saber. "Todo mundo falando sobre tudo. Ela só vai para o Congresso depois de assinatura minha. Não tem aumento de carga tributária, tem para substituir imposto. Se for aumentar, pessoal não aguenta mais pagar imposto não", disse.

Cloroquina

Diagnosticado com covid-19 no início de julho, e agora, segundo ele, já testado negativo, o presidente conversou com apoiadores durante o passeio, usando máscara.

No comércio, o presidente falou com o funcionário de uma farmácia sobre como estão as vendas da hidroxicloroquina, remédio defendido por Bolsonaro para o tratamento do novo coronavírus - apesar de até o momento não ter comprovação científica de sua eficácia.

Segundo o funcionário, a "demanda" pelo remédio é maior que a oferta. "É porque o insumo vem da Índia e parece que está meio fechado lá", respondeu Bolsonaro.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

FALTA DE PATRIOTISMO?

O Brasil é mesmo o pior país emergente para se investir?

A Bolsa russa cai 15% no ano, a mexicana 29% e a brasileira cai impressionantes 39%, todos em dólares.

Em 2009

Carlos Bolsonaro comprou imóvel por preço 70% abaixo do fixado pela prefeitura

A prática não é ilegal, mas costuma despertar suspeitas – por possibilitar, em tese, pagamentos “por fora”, sem registros oficiais.

Em expansão

E-commerce, mercado financeiro e delivery puxam contratações de executivos

Segundo dados do LinkedIn, houve 1.269 movimentações para cargos executivos entre março e agosto, 80% delas foram para esses setores.

Judiciário

Celso de Mello antecipa saída e acelera sucessão no STF

Com saída, abre-se a primeira vaga para indicação do presidente Jair Bolsonaro.

Mais lidas

MAIS LIDAS: De bolso cheio para brigar contra todos

Na semana em que o Seu Dinheiro completou dois anos no ar, refleti sobre quanta água rolou em tão pouco tempo. Foram muitos acontecimentos relevantes para os mercados, como eleição presidencial, guerra comercial de China e Estados Unidos, aprovação da Reforma da Previdência e a chegada do coronavírus. A Julia Wiltgen levantou o ranking de […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements