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2020-05-12T14:27:07-03:00
Estadão Conteúdo
respaldo popular

Avaliação negativa do governo Bolsonaro vai a 43,4%, a maior do mandato

Segundo pesquisa CNT com o Instituto MDA, fatia dos avaliam o governo como ótimo ou bom passou de 34,5% para 32% entre janeiro e maio deste ano

12 de maio de 2020
13:37 - atualizado às 14:27
Jair Bolsonaro durante visita aos Estados Unidos
Jair Bolsonaro - Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governo Jair Bolsonaro perdeu apoio de parte da população e atingiu as piores avaliações da sua gestão e pessoal desde que assumiu o cargo. É o que mostra pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA divulgada nesta terça-feira, 12.

A fatia dos avaliam o governo como ótimo ou bom passou de 34,5% para 32% entre janeiro e maio deste ano. A soma de ruim e péssimo cresceu de forma mais expressiva, registrando um aumento de 31% para 43,4% em quatro meses o maior porcentual negativo nos quatro levantamentos feitos durante o governo Bolsonaro. Aqueles que avaliam o governo como regular eram 32,1% e, agora, são 22,9%.

A aprovação do desempenho pessoal de Bolsonaro na gestão recuou de 47,8% para 39,2% no período. Ao mesmo tempo, a desaprovação subiu de 47% para 55,4%, também o mais negativo nos levantamentos CNT/MDA. Os que não opinaram ou não souberam responderam representam 5,4%. Nessa pergunta, o instituto questiona os entrevistados se aprovam ou desaprovam o desempenho pessoal do presidente da República à frente da administração.

Foram feitas 2.002 entrevistas por telefone entre 7 e 10 de maio em 494 municípios de 25 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Isolamento

A maior parte da população aprova o isolamento social como medida de combate ao novo coronavírus, diz a pesquisa. Para 67,3% dos entrevistados, o distanciamento deve ser praticado por todos, independentemente de ser ou não do grupo de risco da doença. Outros 29,3% consideram que o isolamento social deve ser feito apenas pelas pessoas que fazem parte do grupo de risco (idosos e pessoas com doenças crônicas) e 2,6% acreditam que não deveria existir isolamento algum.

Diante das divergências na atuação do presidente Jair Bolsonaro e governadores, a pesquisa também consultou os entrevistados sobre as ações tomadas pelo governo federal e pelos governos estaduais durante a pandemia. Neste caso, os governadores (69,2%) têm índice de aprovação maior do que o do governo Jair Bolsonaro (51,7%).

De acordo com a pesquisa CNT/MDA, 51,7% disseram que aprovam a atuação do governo federal no combate à pandemia da covid-19, enquanto 42,3% desaprovam. Enquanto isso, 69,2% das pessoas afirmaram que aprovam a atuação do governo estadual, enquanto 26,8% desaprovam.

Emprego

Uma parte expressiva da população (68,1%) considera que a empregabilidade vai piorar nos próximos seis meses, ante 15,1% que acreditam que vai melhorar. Outros 14,4% consideram que o cenário vai ficar igual.

A expectativa também é negativa quando a pergunta é sobre renda mensal. Para 46,7%, os rendimentos vão piorar nos próximos seis meses. Outros 41,6% acham que vai ficar igual e 8,8% acreditam que vai melhorar.

Na área da saúde, a maior parte (52,3%) dos entrevistados pela pesquisa CNT/MDA avalia que também vai piorar, enquanto 23,3% acham que vai melhorar e 22,7% consideram que vai ficar igual.

O Ministério da Saúde prevê que o período mais crítico do novo coronavírus no Brasil deva ocorrer entre maio e agosto.

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