Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Momentos drásticos nos mercados exigem medidas drásticas. Será mesmo?

Em meio à crise dos mercados, todos pensam no que devem fazer. É bom reparar em como os goleiros se comportam na hora do pênalti nessas horas

20 de março de 2020
5:50 - atualizado às 14:35
Pênalti
Imagem: Shutterstock

Eu confesso que há um bom tempo não faço mais questão de assistir jogos de futebol. Esse desinteresse não é porque o meu Corinthians está numa draga danada, não.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu não sei explicar muito bem, mas os jogos me pareciam muito mais interessantes nos anos 90, quando os mullets eram moda, e, ao contrário de hoje, os times tinham mais craques do que pernas de pau.

Só que o desinteresse fica de lado se alguma partida vai para as disputas de pênaltis. Quando isso acontece é emoção na certa! Vou logo pegar uma cerveja gelada para curtir a aflição alheia.

Mas algo que eu nunca consegui entender muito bem é o seguinte: mesmo que várias cobranças sejam batidas no centro do gol, raramente os goleiros ficam parados. Você já reparou nisso?

De tanto ver isso se repetir, eu comecei a me perguntar por que os goleiros sempre pulam para um dos lados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A primeira conclusão – e também a mais óbvia – é que eles fazem isso porque acham que o atacante nunca escolhe chutar no meio do gol.

Leia Também

Mas isso não faz muito sentido para mim, porque esse é o lugar mais fácil de acertar. Se você nunca bateu um pênalti, saiba que se o atacante não está muito confiante para arriscar um chute no cantinho, fecha o olho e dá-lhe uma paulada no meio do gol.

Uma conclusão menos óbvia, mas que faz algum sentido, é que os goleiros pulam simplesmente porque pareceriam tolos demais se ficassem parados no meio do gol.

Imagina se ele resolve esperar no centro e o atacante chuta no canto; vai parecer que ele não queria sujar o uniforme, o que certamente renderá muitas críticas dos torcedores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você não será tolo demais se não fizer nada

Foram incontáveis os investidores que viram nos primeiros dias de derrocada do Ibovespa a necessidade de agir rapidamente.

Alguns aproveitaram para encher a mão de ações e melhorar o preço médio. O problema é que o mercado continuou despencando.

No outro extremo, estavam aqueles dispostos a zerar toda a sua posição em ações e voltar a colocar toda a sua grana na poupança.

Será mesmo que o momento pede por uma atitude drástica dessa magnitude: tudo ou nada?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa necessidade de agir é conhecida como activity bias (traduzindo, seria algo como "viés de atitude") no campo das finanças comportamentais.

Diante de situações extremas, mesmo tendo a alternativa de não fazer nada, somos tentados agir: se vemos fumaça na cozinha, logo corremos para verificar se há fogo; se um louco atravessa a estrada na frente do seu carro, você instantaneamente pisa no freio.

Como você pode perceber, esse viés de atitude ajuda a nos livrar de alguns perigos cotidianos, mas costuma ser um fardo na nossa vida quando o assunto é investimentos.

Quando as nossas ações passam por situações extremas (sobem ou caem demais), nos sentimos tentados a tomar atitudes extremas com relação a elas, mesmo quando não há nenhum indício claro de que fazer alguma coisa seja a melhor solução.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há um estudo da Fidelity que deixa bem claro como agir sob pressão é um péssimo negócio quando envolve ações. Em uma pesquisa interna para descobrir quais eram os usuários de sua corretora que obtiveram a maior rentabilidade entre 2003 e 2013, a Fidelity descobriu que os maiores retornos foram obtidos justamente pelas contas de investidores mortos ou inativos.

Seria apenas uma enorme coincidência o fato de que os que menos mexeram no portfólio terminaram com os maiores lucros?

É óbvio que o impacto do vírus na economia e na saúde será grande e continuará pesando no preço dos ativos por mais algum tempo. Mas isso não quer dizer que vender tudo seja a melhor solução, especialmente depois de a Bolsa ter caído mais 40% e várias ações de empresas de extrema qualidade voltarem a negociar a patamares de dois ou três anos atrás, quando seus lucros eram apenas uma fração do que são hoje.

Pode demorar um pouco, mas a epidemia será controlada, o lucro das empresas vai voltar a crescer, e as maiores e mais bem preparadas sairão ainda mais fortes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, isso também não significa que agora seja a hora de investir pesado em renda variável, dado que o fluxo de notícias deve continuar bem negativo por algum tempo.

Com tantos prós e contras na mão e diante de um cenário extremamente volátil e incerto, você não será nem um pouco tolo se simplesmente escolher não fazer nada com as suas ações.

Pequenos ajustes

Se mudanças radicais tendem mais a atrapalhar do que ajudar no meio do furacão, esses momentos podem nos ajudar a entender se os nossos portfólios estão minimamente balanceados ou se precisam de alguns ajustes.

Por exemplo, logo no início do turbilhão, a Carteira Empiricus sugeriu aos seus assinantes aumentar a exposição ao dólar, que já sobe 15% desde então e vem se mostrando como uma boa proteção nos momentos difíceis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Portanto, se você não tem nem 10% de dólar para ajudar a atravessar os próximos meses que ainda prometem fortes emoções, essa é a hora de um pequeno ajuste.

Um outro ajuste importante: tenha caixa (Tesouro LFT ou fundo DI) neste momento. Vendas indiscriminadas de ações como as que estamos vivenciando são péssimas para a rentabilidade no curto prazo, mas abrem oportunidades que só costumam aparecer a cada dez ou vinte anos.

Por isso, ter pelo menos 25% - 30% do portfólio em caixa para aproveitá-las quando elas surgirem será uma ótima idéia. Enquanto elas não chegam, lembre-se dos mortos-ricos da Fidelity.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar