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Fundo reduziu posição na bolsa de valores americana, apesar de “ganhos significativos”. Visão de médio prazo é bastante construtiva, segundo carta
O fundo Verde, do lendário gestor Luis Stuhlberger, terminou abril aliviado. Após um primeiro trimestre difícil nos mercados, obteve rentabilidade de 8,61% no período, pegando carona na recuperação das bolsas no mês passado, principalmente a americana.
De outro lado, mantém uma postura cautelosa em relação ao cenário local, como mostra carta aos investidores divulgada nesta segunda-feira (11).
A gestora vê uma série de motivos para embasar sua reserva sobre o mercado brasileiro. Entre elas, estão a baixa capacidade de testagem para o novo coronavírus, que complica a tomada de decisão de investidores, a "confusão política" e o desgaste do cenário das contas públicas.
"Nessa neblina de incertezas, fica mais difícil alocar mais capital", diz o documento do Verde, que cita a alta do dólar, a inclinação recorde da curva de juros e a fraqueza do mercado acionário como reflexos desse quadro.
Parte significativa dos ganhos do fundo veio em ações americanas, sendo apenas uma minoria em juros e em dólar. Embora tenha uma visão bastante construtiva sobre o médio prazo, ao fim do mês o Verde reduziu marginalmente a sua posição na bolsa americana.
"A pergunta agora é se os mercados não andaram muito na frente da economia real", questiona a carta, em referência à forte alta de S&P 500 e Nasdaq. O movimento, segundo o fundo, foi subsidiado pela injeção de liquidez propiciada por bancos centrais pelo mundo para salvar as suas economias.
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No texto, a gestora ainda apontou que a principal boa notícia de abril quanto ao tratamento de pacientes infectados com o vírus veio dos Estados Unidos, com avanço na condição de pacientes tratados com o remdesivir.
O fundo acredita que será montado um arsenal ao longo dos próximos meses para atacar a doença de diversas maneiras, permitindo a obtenção de uma (ou mais) vacinas.
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