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após críticas sobre desmatamento

Acenos ao mercado: ministro sinalizam projetos sustentáveis em meio à crise

Com o governo de Jair Bolsonaro cada vez mais cobrado internacionalmente por medidas enfáticas de combate ao desmatamento, os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) deram acenos ao mercado com projetos ambientalmente sustentáveis

Desmatamento desflorestamento
Imagem: Shutterstock

Com o governo de Jair Bolsonaro cada vez mais cobrado internacionalmente por medidas enfáticas de combate ao desmatamento, os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) deram acenos ao mercado com projetos ambientalmente sustentáveis nesta terça-feira, durante o Invest in Brasil Infrastructure. O evento online foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

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No mês passado, uma carta assinada por 29 instituições financeiras que gerenciam mais de US$ 3,7 trilhões em ativos foi entregue ao governo Bolsonaro. No documento, os bancos afirmaram que o governo brasileiro precisa frear o desmatamento na Amazônia, sob risco de alimentar "uma incerteza generalizada sobre as condições para investir ou fornecer serviços financeiros ao Brasil". Desde então, o Planalto começou a se movimentar para tentar mudar essa imagem.

No painel de cada um dos ministros a questão ambiental ganhou destaque. Segundo Freitas, os projetos da sua pasta serão "exemplo de sustentabilidade" e vão colaborar com a descarbonização da matriz de transporte. "Teremos projetos licenciáveis e mais do que isso, teremos projetos que trarão resultados efetivos no ponto de vista da sustentabilidade. Vamos provar que é possível fazer a provisão da infraestrutura, aliando à preservação do meio ambiente. Teremos os projetos mais sustentáveis do planeta", disse o ministro.

Já Rogério Marinho afirmou que sua equipe está tratando com a CBI (Climate Bonds Initiative) para que toda a cadeia de projetos da pasta tenha certificado ambiental. "Dessa forma, iremos permitir que os investidores possam lançar títulos verdes", disse.

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De acordo com Marinho, uma matriz energética mais limpa ganhará cada vez mais destaque no "novo normal" após a pandemia. "A gente tem noção de que essa reconstrução mundial se dará com uma nova matriz energética e com uma nova responsabilidade em relação às aplicações de fundos privados", disse.

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Marinho destacou que hoje há uma liquidez grande no mercado, mas também há forte preocupação para que os recursos sejam aplicados em projetos com previsibilidade, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável.

Depois da fala dos ministros, o gerente de Investimentos na Apex-Brasil, Roberto Escoto, que estava moderando os painéis, enfatizou a importância da sustentabilidade no setor e chamou a atenção dos investidores para o tema.

Infraestrutura

No evento, Freitas defendeu que o investidor internacional vai entrar no Brasil, mesmo com toda a crise global atual. "Muita gente pergunta. E a crise? O investidor vai entrar no Brasil? Eu não acho. Tenho certeza", disse.

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Para justificar o apetite do investidor no País, Freitas disse que o País conseguiu manter intacto seus contratos mesmo diante da crise do covid-19. "Não rasgamos contratos", disse. Ele emendou: "o Brasil foi um dos primeiros a definir que a pandemia se enquadra como força maior", disse.

Sobre projetos, Freitas voltou a reforçar o calendário de leilões do governo, com destaque para a consulta pública de desestatização do porto de Vitória (ES), que deve ser publicada em breve, além da relicitação da Dutra, principal ligação rodoviária entre Rio de Janeiro e São Paulo, cujo contrato atual, com a CCR, se encerra no fim de fevereiro do ano que vem.

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