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A companhia informou ainda que 67% das receitas totais em 2019, ou seja, R$ 3,7 bilhões, vieram de clientes de varejo

A XP Inc. reportou hoje (17) que o lucro ajustado da companhia fechou em R$ 417 milhões no quarto trimestre de 2019, o que representa uma alta de 262% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida, por sua vez, fechou o período em R$ 1,691 bilhão, uma expansão de 91% em relação ao registrado um ano antes.
No acumulado de 2019, a receita líquida da companhia terminou em R$ 5,128 bilhões. Já o lucro líquido ajustado aumentou 119% em relação ao registrado um ano antes e terminou em R$ 1,074 bilhão. A margem líquida ajustada, por sua vez, ficou em 20,9% contra 16,6% no ano anterior.
A companhia informou ainda que 67% das receitas totais em 2019, ou seja, R$ 3,7 bilhões, vieram de clientes de varejo. Já os investidores institucionais responderam por 14% das receitas totais e os 11% restantes vieram de receitas com serviços (9%) e conteúdo digital (2%).
Além de melhorar os seus números operacionais, a corretora também viu o montante total de ativos sob custódia aumentar 103% e terminar o ano de 2019 em R$ 409 bilhões.
Outro indicador que teve uma expansão significativa durante o período foi o número de clientes ativos, que subiu 91% na comparação anual e fechou o ano passado em 1,702 milhão.
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Um dos motivos que podem ter ajudado a companhia a aumentar a clientela foi a melhora também no seu Net Promoter Score (NPS), que mede quão bem as empresas estão lidando com seus clientes ou pessoas com quem ela interage. No último trimestre do ano, o NPS chegou a 73.
Depois de ter recebido o aval do Banco Central para operar como banco no fim do ano passado, a XP Inc. anunciou hoje que fechou uma parceria com a Visa para emitir cartões de débito e crédito, a serem lançados ainda neste ano.
Segundo informou a companhia, o objetivo é "oferecer uma oferta diferenciada aos clientes por meio do XP Infinite Card".
O lançamento dos cartões vem alguns meses após a corretora ter aberto capital (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, no qual captou US$ 2,3 bilhões.
Depois de estrear na bolsa americana com as ações acima da faixa indicativa, os papéis da companhia foram bastante impactados recentemente por conta do cenário mais incerto com o coronavírus e polêmicas envolvendo o seu balanço.
Mesmo com questionamentos com pouco fundamento, as ações da companhia (código XP) foram penalizadas e acumulam queda de 47,85% no ano.
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