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O negócio com a Toro é o terceiro envolvendo plataformas de investimento nos últimos meses. O valor não foi relevado, mas envolverá compra de ações, aumento de capital e aporte de ativos da Pi, a plataforma do Santander
A disputa cada vez mais acirrada entre as plataformas de investimento está afunilando. O Santander anunciou nesta terça-feira (29) a compra de 60% da Toro Investimentos.
O banco realizou a aquisição por meio de sua plataforma digital de investimentos, a Pi DTVM. O valor da operação não foi revelado, mas envolverá compra de ações, aumento de capital e aporte de ativos operacionais da Pi. Após a união, a empresa vai adotar a marca da Toro, com as cores da Pi.
Fundada em 2010, em Belo Horizonte, como uma fintech de educação financeira, a Toro recebeu autorização como corretora para o público em geral em 2018. Mais de 1 milhão de pessoas estão cadastradas na plataforma, que desde a fundação já movimentou R$ 100 bilhões.
Em meio à intensa disputa vista no mercado de plataformas digitais de investimentos, a Toro anunciou em agosto que zerou a taxa de corretagem para todos os produtos da bolsa, como ações e fundos imobiliários. Nos últimos cinco meses, a Toro saltou da 20ª para a 12ª posição na B3 em volume de negócios.
Já a Pi foi criada do zero pelo Santander em 2019 como uma tentativa do banco de competir no mercado de plataformas de investimento no varejo. Mas a corretora não engrenou e, no meio do ano, mudou o foco para atender fundos e consultores de investimento.
Gabriel Kallas, co-fundador e CEO da Toro, permanecerá no comando da empresa, e José Clemenceau, executivo que responde pela Pi, assumirá a diretoria de operações após a união.
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O negócio entre Santander e Toro é o terceiro envolvendo plataformas de investimento nos últimos meses. Em junho, o Credit Suisse anunciou acordo para comprar até 35% da modalmais, e no começo do mês o Nubank entrou na disputa com a compra da Easynvest.
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4