Salão do automóvel de São Paulo é adiado
Motivo é o alto investimento que as empresas precisam desembolsar em locação e montagem de estandes, além de contratação de pessoal

Depois de Pequim (China) e Genebra (Suíça) cancelarem a realização dos respectivos salões de automóvel deste ano, agora é o Brasil que decide adiar o evento que ocorreria em São Paulo de 12 a 22 de novembro. No caso brasileiro, o motivo não é a epidemia do coronavírus, mas o alto investimento que as empresas precisam desembolsar em locação e montagem de estandes, além de contratação de pessoal. Segundo fontes do mercado, os custos podem variar de R$ 1 milhão a R$ 20 milhões, dependendo do tamanho da área e da infraestrutura utilizada.
A suspensão do evento que ocorre a cada dois anos desde 1960 será anunciada hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A nova data está prevista para 2021, mas não se sabe ainda quando pois há um calendário oficial de salões coordenado pela entidade internacional do setor, a Oica.
Nos bastidores, há quem diga que a alta do dólar também tem sua parcela de culpa. Desde o início do ano, 15 marcas, entre as quais General Motors, Toyota e Hyundai já haviam anunciado que não participariam. A Volkswagen dizia que só estaria presente se houvesse mudanças no formato da feira, com estandes menores, mais tecnologia e possibilidade de vendas de produtos, como ocorre com a Fenatran, a feira de caminhões.
Limite de gasto. "O custo do evento sempre foi alto, mas quando a situação das empresas estava boa, ninguém reclamava”, diz o executivo de uma grande montadora. "Agora, como estão no prejuízo e ainda tem esse câmbio desastroso, chegou-se ao ponto de ter de cancelar o salão.”
Ainda não há definições sobre data, local e tamanho do evento para 2021, mas certamente será menor. Há, inclusive, uma proposta de limite de gastos para cada estande, para evitar distorções. "Como há muita concorrência, se uma marca faz algo grandioso a outra não quer ficar atrás”, diz o executivo.
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Também há reivindicação de que o custo da locação cobrado pela Reed Exhibitions, promotora do evento, seja reduzido em 50%. Há ainda quem defenda a mudança do local, hoje no São Paulo Expo, que é espaçoso mas de difícil acesso.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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