Possível migração para Novo Mercado faz Braskem subir 6%
Com a migração, a saída da empresa pela Bolsa passaria a ser viável; Petrobras tem interesse em acelerar seu programa de desinvestimento de ativos considerados não estratégicos: Odebrecht poderia ganhar fôlego com a venda

As ações da Braskem fecharam o pregão de segunda-feira, 3, com alta de 6,02%, a maior do Ibovespa (principal índice de ações do País), cotadas a R$ 33,45. O resultado da petroquímica, que é controlada pela Odebrecht e pela Petrobras, foi inflado pelos comentários sobre a possível migração da companhia para o Novo Mercado, segmento de mais altas exigências corporativas da B3, a Bolsa paulista.
Neste segmento, a Braskem poderia ser negociada por meio de ações ordinárias, que dão direito a voto. Os dois grupos buscam uma forma de se desfazer rapidamente do ativo. Depois de uma negociação que durou mais de um ano, a venda da Braskem para a holandesa LyondellBasell não saiu do papel. O negócio era avaliado em cerca de US$ 10 bilhões.
Com a migração para o Novo Mercado, a saída da Braskem pela Bolsa passaria a ser viável. A Petrobrás tem interesse em acelerar seu programa de desinvestimento de ativos considerados não estratégicos. O grupo Odebrecht, que tem quase R$ 100 bilhões em dívidas e está em recuperação judicial, poderia ganhar fôlego com a venda de sua "joia da coroa". Parte das ações da petroquímica foram dadas como garantia em empréstimos tomados pelo grupo em grandes bancos nacionais.
Nos últimos tempos, a Braskem se viu envolvida em uma chuva de más notícias. Além do fracasso nas negociações com a LyondellBasell, a empresa também se viu no meio de um imbróglio relacionado aos danos causados em bairros de Maceió, onde realizava a extração de sal-gema. A empresa encerrou a operação em novembro de 2019 e, em janeiro, fechou um acordo de R$ 1,7 bilhão relativo ao caso.
Pressa
Segundo analistas, a Petrobrás quer rapidez na mudança para o Novo Mercado, pois poderia se desfazer de quase dois terços da posição que possui na Braskem em bolsa. "No Novo Mercado, a Braskem terá melhor governança corporativa, o que pode ajudar as ações da empresa a se valorizarem", aponta Luis Sales, analista da Guide Investimentos.
Já Vitor Miziara, da Criteria Investimentos, ressalva, no entanto, que o Novo Mercado exige que, no caso de uma venda realizada em Bolsa, que 100% dos minoritários tenham acesso ao "tag along", dispositivo que garante acesso às mesmas condições de negociação.
Leia Também
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?
Safra volta a recomendar Bradsaúde (SAUD3) após tombo na bolsa. Por que o banco vê espaço para alta de mais de 35%?
1 de setembro de 2026 - 15:02O QUE MUDA AGORA