Pacote do BC amortece impacto do coronavírus na liquidez de bancos, diz Moody’s
Correspondente a 5 vezes o tamanho daquele utilizado na crise de 2008, entretanto, o pacote deve mitigar esses riscos, diz a Moody's

As medidas anunciadas pelo Banco Central (BC) na segunda-feira (23) amortecerão o impacto econômico e de mercado da pandemia do novo coronavírus sobre a liquidez de bancos, diz a Moody's, em relatório. O BC divulgou na ocasião um pacote de R$ 1,2 bilhão de injeção no sistema bancário.
A pandemia possui efeitos negativos para a classificação da nota de crédito de bancos brasileiros de pequeno e médio porte, dada a tensão na liquidez dessas instituições, disse a agência de risco. Correspondente a 5 vezes o tamanho daquele utilizado na crise de 2008, entretanto, o pacote deve mitigar esses riscos, diz a Moody's.
Para além da redução nas reservas compulsórias de 25% para 17%, anunciada em 19 de março, a injeção de liquidez no sistema bancário tem por objetivo estancar o aperto de captação e os custos maiores que seriam um desafio aos bancos mais expostos à captação de atacado ou depósitos intermediados, disse a Moody's.
Segundo a agência, a paralisia da economia e o declínio sem precedentes no volume de negociação no mercado de capitais têm um peso significativo nas posições de caixa das pequenas e médias empresas, na tentativa de manter folha de pagamento dos funcionários para evitar um aumento imediato no desemprego.
"A maioria dos pequenos e médios bancos possui uma base de depósitos mais diversificada do que em 2008, em larga medida por causa das suas plataformas digitais proprietárias para depositantes do varejo", afirma a agência. No entanto, alguns bancos ainda se baseiam em depósitos intermediados, o que pode ser fonte de fraqueza em meio à alta volatilidade do mercado.
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Além disso, uma medida anunciada pelo BC que inclui, para efeitos tributários, investimentos sobre-protegidos no exterior como parte do capital regulatório dos bancos deverão adicionar um ponto percentual, em média, ao índice de capital principal de bancos já em situação confortável, que possuem agências no exterior e subsidiárias internacionais.
Entre os beneficiados, estão bancos comerciais (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander), de investimento (BTG Pactual) e de médio porte (ABC Brasil e Daycoval).
SEGUNDO O BTG PACTUAL
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