Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Impacto do coronavírus

Multiplan tem lucro líquido de R$ 70,8 milhões no 2º tri, queda de quase 40% em um ano

Com boa parte dos shoppings ainda fechados, operadora foi atingida em cheio pelos efeitos da pandemia de covid-19

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
6 de agosto de 2020
19:51 - atualizado às 19:56
Morumbi Shopping, em São Paulo, shopping da Multiplan
Morumbi Shopping, em São Paulo, shopping da Multiplan - Imagem: Shutterstock

A empresa de shopping centers Multiplan teve lucro líquido de R$ 70,8 milhões no segundo trimestre, queda de 38,6% em relação ao mesmo período de 2019, quando o lucro foi de R$ 115,239 milhões. A cifra veio abaixo das expectativas do mercado, de R$ 79,5 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A receita líquida veio em R$ 257,049 milhões, queda de 20,9% em relação ao segundo tri de 2019, quando veio em R$ 324,863 milhões. O número veio bem acima da expectativa do mercado, que esperava uma receita líquida de R$ 111,2 milhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 180,768 milhões, 15,6% menor que no mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 214,097 milhões. O Ebitda também veio acima da projetação do mercado, de R$ 103,5 milhões.

O resultado operacional líquido (NOI) atingiu R$ 197,4 milhões, 32,7% menor do que no segundo trimestre do ano passado.

A queda no lucro líquido da companhia é explicado pela redução da receita líquida; pelo aumento das despesas com propriedades em razão da elevação de provisões para inadimplência; e pela ausência de benefício fiscal de Juros sobre Capital Próprio (JCP), o que ocorreu no segundo tri de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, diz a Multiplan, esses efeitos foram parcialmente compensados por uma queda de 67,7% nas despesas de sede, refletindo as iniciativas de redução de custo da companhia; redução de 40,2% no resultado financeiro em razão de renegociações e pela queda da taxa básica de juros; e pela queda de R$ 15,5 milhões na linha de remuneração baseada em ações.

Leia Também

Apesar do resultado negativo, o lucro líquido no primeiro semestre de 2020 foi 20% maior que o do primeiro semestre de 2019, totalizando R$ 248,5 milhões, tendo apresentado também crescimento de 17,4% em 12 meses, para R$ 512,4 milhões.

Efeitos da pandemia aparecem de forma mais clara

Depois de ter reportado crescimento de lucro líquido na base anual no primeiro trimestre, mesmo com o fechamento dos shopping centers no mês de março, a Multiplan foi atingida em cheio no segundo trimestre pelas políticas públicas de incentivo ao isolamento social.

Todos os shoppings da companhia permaneceram fechados durante o mês de abril, somente com o funcionamento dos serviços essenciais, como supermercados, farmácias e deliveries de restaurantes. Em maio, os empreendimentos começaram a reabrir, com restrições de horário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apenas um shopping, o ParkShopping Canoas, foi reaberto no início de maio. No fim do mês, outros três voltaram a operar. Até o fim de junho, apenas 11, dos 19 empreendimentos da carteira da Multiplan, estavam operando, com restrições de horário.

As métricas de receita continuaram sendo impactadas, neste trimestre, pela redução nas receitas de estacionamento com a suspensão das atividades dos shoppings e pelos descontos de aluguel concedidos para apoiar os lojistas. A receita de locação atingiu R$ 66,8 milhões no segundo tri, queda de 74,8% em relação aos R$ 265,7 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.

Já as despesas de propriedades tiveram uma elevação de 21,9% na comparação anual, chegando a R$ 45,4 milhões, devido ao aumento nas provisões de inadimplência. A taxa de inadimplência líquida subiu para 16,3%, ante uma taxa de apenas 2,5% no segundo tri de 2019.

Vendas desabaram

O baque também foi forte nos números operacionais. Os shopping centers funcionaram por apenas 8,4% do tempo normal e venderam só 15,3% do valor das vendas do segundo trimestre do ano passado, ou R$ 587,8 milhões. Em outras palavras, as vendas totais caíram 84,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando totalizaram R$ 3,836 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a companhia, as vendas tem melhorado gradualmente na medida em que os shoppings são reabertos e as restrições são liberadas.

A métrica de Vendas nas Mesmas Lojas (variação nas vendas das lojas que estavam em operação em ambos os períodos de comparação) não pôde ser calculada para o segundo trimestre, uma vez que boa parte das lojas não funcionou na maior parte do período.

Apesar do cenário desafiador, a taxa de ocupação dos shoppings da Multiplan continuou elevada, apesar da leve queda: 96,3%, contra 97,9% no primeiro trimestre.

Endividamento e fluxo de caixa

A dívida líquida da Multiplan aumentou 2,6% e totalizou R$ 2,74 bilhões no final de junho, o que resultou numa relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,71 vezes, ante uma relação de 2,55 vezes no fim de março. A companhia tinha, no final de junho, R$ 1,1 bilhão em caixa, 4,3% menos do que no fim de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fluxo de caixa operacional permaneceu positivo e totalizou R$ 15,9 milhões no segundo trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia