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Varejista teve prejuízo no primeiro trimestre, mas os investidores se concentraram mais no forte desempenho das vendas realizadas pelos canais digitais em meio à pandemia do coronavírus
Se as vendas pela internet representam o futuro do varejo – ou pelo menos o presente, diante do isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus –, o Magazine Luiza mostrou mais uma vez que está na vanguarda dessa disputa.
As ações da companhia (MGLU3) fecharam em forte alta de 6,75%, cotadas a R$ 64,48, em reação ao balanço divulgado ontem à noite, o que levou o valor de mercado da companhia a superar a marca dos R$ 100 bilhões. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
Quem olhar apenas para a última linha do resultado pode se questionar sobre a razão de toda essa euforia. Afinal, a varejista registrou um prejuízo de R$ 8 milhões no primeiro trimestre – considerando o resultado ajustado, que exclui itens extraordinários.
Os investidores, contudo, se concentraram mais na parte de cima da demonstração de resultados, mais precisamente nas vendas realizadas pelos canais digitais em meio à pandemia do coronavírus.
As operações de e-commerce apresentaram uma expansão de 72,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e participação nas vendas totais saltaram de 41,4% para 53,3% em 12 meses.
Os dados de abril e maio, que o Magazine Luiza também abriu no balanço do trimestre, animaram ainda mais o mercado. No mês passado, as vendas pela internet do Magalu avançaram 138% – sendo 109% no e-commerce tradicional e 235% no marketplace).
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Com isso, mesmo com uma queda de 84% no faturamento das lojas físicas
(parcialmente reabertas a partir de 22 de abril), as vendas totais cresceram 7% no período, segundo a companhia.
Em maio, as vendas por e-commerce aumentaram mais e atingiram 203% até 20 de maio. “Incluindo a contribuição das lojas físicas que reabriram, mesmo que parcialmente, as vendas totais do Magalu avançaram 46% no período”, informou a companhia, no relatório que acompanha o balanço.
O resultado do Magazine Luiza no primeiro trimestre ficou abaixo do esperado pela XP Investimentos, que projetava um lucro líquido de R$ 46 milhões no período.
Ainda assim, os analistas não só mantiveram a recomendação de compra para as ações como decidiram elevar o preço-alvo, de R$ 58 para R$ 71.
“Na nossa visão, o ritmo da aceleração [do e-commerce] é uma surpresa positiva e mostra como a companhia está bem posicionada não só para atravessar os desafios impostos pela crise atual, mas também para continuar acelerando os seus esforços de ganho de participação de mercado e de aumento da monetização da plataforma”, escreveu o analista Pedro Fagundes.
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