Menu
2020-05-26T15:53:48-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Alívio intenso

Otimismo no exterior faz o dólar cair a R$ 5,35; Ibovespa perde força e passa a cair

Novidades quanto ao desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, somadas ao processo de reabertura das economias globais, dão força aos mercados e trazem mais alívio ao ao dólar à vista

26 de maio de 2020
10:23 - atualizado às 15:53
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Na sessão passada, a menor aversão ao risco no Brasil foi responsável por trazer alívio generalizado ao Ibovespa e ao dólar à vista. A onda positiva continua nesta terça-feira (26), especialmente no câmbio — e, desta vez, o otimismo externo é responsável por trazer tranquilidade aos investidores.

Por volta de 15h45, o dólar à vista recuava 1,81%, a R$ 5,3598, marcando a sexta baixa nas últimas sete sessões — com o desempenho do momento, a moeda americana zerou os ganhos em maio e, agora, recua mais de 1% no mês.

Na bolsa, o Ibovespa chegou a subir 1,95% mais cedo, tocando os 87.332,53 pontos — o maior nível intradiário desde 11 de março. No entanto, o índice foi perdendo força ao longo da sessão e, agora, opera em baixa de 0,11%, aos 85.566,57 pontos.

  • Eu gravei um vídeo para explicar a dinâmica por trás dos mercados nesta terça-feira. Veja abaixo:

Apesar dessa leva realização de lucros no Ibovespa, o índice segue com um desempenho positivo em maio: no mês, os ganhos ainda superam a marca dos 6%. E o tom positivo visto lá fora ajuda a dar sustentação ao índice nos patamares elevados: o Dow Jones sobe 2,68%, o S&P 500 tem ganho de 1,86% e o Nasdaq avança 0,81%.

Esse viés mais relaxado visto nos mercados globais se deve a uma conjunção de fatores. Em primeiro plano, aparece mais uma possível vacina contra o coronavírus, desta vez desenvolvida pela empresa americana Novavax: a companhia informou que seu tratamento experimental começará a ser testado em humanos.

A notícia aumenta a esperança quanto a uma solução para a crise do coronavírus: se bem sucedida, a vacina permitirá a reabertura das economias e o fim do isolamento social, permitindo uma recuperação mais rápida da atividade mundial.

Além disso, a reabertura gradual vista em diversos países também contribui para aumentar o otimismo dos investidores: na Europa e nos EUA, as inciativas para normalização começam a ganhar impulso; na Ásia, o Japão também anunciou as primeiras medidas de relaxamento do isolamento social.

Assim, os mercados globais mostram-se bastante tranquilos nesta terça-feira, abrindo espaço para a recuperação em bloco das bolsas e o alívio do dólar em escala mundial.

Sem estresse

Por aqui, o cenário político não teve muitas alterações desde a noite de ontem: a percepção é a de que o noticiário em Brasília está mais calmo nos últimos dias — o vídeo da reunião ministerial do dia 22 não gerou o turbilhão prometido.

Com o panorama doméstico mais tranquilo e o cenário internacional mais otimista, o Ibovespa e o dólar conseguiram uma recuperação intensa nas últimas sessões: o principal índice da bolsa já acumula ganhos de mais de 7% apenas em maio.

Quanto ao câmbio, nem mesmo a baixa de 0,59% vista no IPCA-15 em maio é capaz de impedir o alívio no dólar à vista. Por mais que a deflação abra espaço para um corte mais acentuado na Selic — o que, em tese, traria pressão à moeda americana —, os investidores seguem bastante tranquilos nesta terça-feira.

Aliás, os DIs ficam perto da estabilidade, tanto na ponta curta quanto na longa, mostrando que o mercado aposta em mais uma baixa de 0,50 a 0,75 ponto na Selic na próxima reunião do Copom, em junho:

  • Janeiro/2021: estável em 2,38%;
  • Janeiro/2022: de 3,20% para 3,21%;
  • Janeiro/2023: de 4,27% para 4,30%;
  • Janeiro/2025: de 6,06% para 6,03%.

Top 5

No lado positivo do Ibovespa, destaque para as ações ON do Magazine Luiza (MGLU3), em forte alta de 7,93% — a empresa fechou o primeiro trimestre de 2020 com um crescimento na receita e no e-commerce, dados que animaram o mercado em relação às perspectivas da companhia para o curto prazo.

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do índice no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
HYPE3Hypera ON30,79 +8,04%
MGLU3Magazine Luiza ON65,19 +7,93%
BTOW3B2W ON93,89 +7,45%
WEGE3Weg ON40,29 +5,91%
VVAR3Via Varejo ON11,75 +4,82%

Confira também as cinco maiores baixas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
MULT3Multiplan ON21,39 -5,52%
LREN3Lojas Renner ON38,26 -5,23%
IRBR3IRB ON7,44 -4,62%
IGTA3Iguatemi ON33,38 -4,33%
AZUL4Azul PN14,74 -3,91%
Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

rearranjo no segmento

Dona da Farm negocia fusão com a Shoulder, de moda feminina

Empresas mantém conversa “em fase preliminar”, em um momento de rearranjo do segmento; Grupo Soma comprou recentemente a NV e a Lauf

Meme bilionário

O que está por trás da valorização de 500% do Dogecoin em uma semana?

O projeto levou várias pessoas a ficarem milionárias, mas pode fazer muita gente perder dinheiro daqui para frente

Chama o doutor

Após desconto em IPO, ações da Mater Dei estreiam em queda na B3

A situação atual do mercado e a fila de companhias de saúde prontas para abrirem o capital prejudica a rede de hospitais

mudanças na estatal

Conselho confirma general indicado por Bolsonaro para presidir Petrobras e novos diretores

Joaquim Silva e Luna assume o cargo então ocupado por Roberto Castello Branco Branco, demitido porque Bolsonaro estava insatisfeito com política de preços

Só a Vale salva

Tá difícil viver de renda: empresas cortaram R$ 38 bilhões em dividendos na pandemia

Muitas companhias optaram por distribuir menos dinheiro aos acionistas e preservar o caixa durante a crise econômica

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies