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Resultado supera projeções do mercado, com empresa somando 30 milhões de usuários no app; vendas físicas também cresceram, 7,2%
O Magazine Luiza anunciou nesta segunda-feira (9) que teve um avanço de 148,5% em vendas online no terceiro trimestre - que representaram 66,3% das vendas totais. No período, a varejista teve um lucro líquido de R$ 206 milhões.
O resultado é melhor do que o esperado pelo mercado, que falava em prejuízo de R$ 128 milhões, segundo consulta feita pela Bloomberg. Há um ano, o Magazine Luiza registrou lucro de R$ 235,1 milhões - o resultado de hoje é 12,4% menor.
De acordo com a empresa, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce tradicional (1P) e marketplace (3P), cresceram 81,2%, para R$ 12,4 bilhões. No e-commerce tradicional as vendas evoluíram 149,5%, enquanto o marketplace cresceu 145,4%.
Parte do bom desempemho no digital foi atribuído pela empresa ao aplicativo da companhia, que contou com 30 milhões de usuários ativos mensais.
"Também contribuíram a entrega mais rápida do varejo, a evolução do marketplace e o crescimento das novas categorias", disse o Magalu em comunicado.
Vendas em lojas físicas do Magazine Luiza avançaram 7,2% no conceito mesmas lojas, ainda segundo a própria empresa. No total, a receita líquida da varejista chegou a R$ 8,3 bilhões - alta anual de 70,8%.
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O Magazine Luiza também revelou que o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 546,1 milhões, em uma alta de 9%. Pelo critério ajustado, a linha atingiu R$ 561,2 milhões.
O resultado reflete o avanço das vendas e a diluição das despesas operacionais, segundo a empresa. "Por outro lado, os investimentos em nível de serviço impactaram a margem Ebitda ajustada que passou de 8,2% no terceiro trimestre de 2019 para 6,8%".
O percentual das despesas operacionais ajustadas em relação à receita líquida atingiu 20,3% no terceiro trimestre, um dos menores patamares históricos. Para o Magazine Luiza, o resultado comprova a importância da multicanalidade e o quanto ela contribui para a eficiência do modelo de negócio.
Ainda conforme a companhia, o fluxo de caixa das operações, ajustado pelos recebíveis, atingiu R$ 883,8 milhões no terceiro trimestre, crescendo 328,4%. Nos últimos 12 meses, a geração de caixa ajustada foi de R$ 2,7 bilhões, aumentando 244,8% em relação aos 12 meses anteriores.
"Os resultados positivos e a variação do capital de giro, com destaque para a gestão dos estoques, contribuíram de forma significativa para essa geração de caixa", disse a empresa.
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A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco