Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

Otimismo cauteloso

Lucro da Movida tomba 94% no segundo trimestre, mas CFO espera recuperação: ‘Carro sai mais forte’

Companhia está “cautelosamente otimista”, diz Edmar Lopes Neto, que prevê crescimento da frota e atesta recuperação da demanda

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
12 de agosto de 2020
21:15 - atualizado às 21:33
CFO da Movida, Edmar Lopes
Imagem: Divulgação/Movida

A Movida registrou um lucro líquido ajustado de R$ 2,6 milhões no segundo trimestre, queda de 93,7% em relação ao mesmo período de 2019, quando ficou em R$ 41,5 milhões. Em comparação aos primeiros três meses do ano, o lucro caiu 95,3% — na ocasião, foi de R$ 55,1 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do tombo, o CFO Edmar Lopes Neto afirma que há uma recuperação da demanda em curso, visível nos últimos meses. Ele diz que a empresa está "cautelosamente otimista" sobre a volta ao crescimento, mesmo em meio à crise.

"Também acho que dificilmente voltaremos para a quarentena, o que ajuda a demanda", diz ele.

A receita líquida da Movida teve alta de 5,8% na base anual, para R$ 1,05 bilhão — 3,6% maior do que no primeiro trimestre.

A receita líquida com venda de ativos subiu 21,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, atingindo R$ 749,1 milhões. A receita líquida de serviços, de outro lado, encolheu 19,8%, na mesma base de comparação, para R$ 298,7 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Houve uma redução da margem bruta da receita de serviços, caindo 1,3 ponto frente ao 2º trimestre de 2019, refletindo os efeitos da pandemia nos negócios. Mas os piores meses ficaram para trás.

Leia Também

"Se esta pergunta fosse feita há 80 dias, eu ia falar que estava muito preocupado", diz ele. "Abril e maio foram meses muito ruins para uma indústria que crescia bem todos os anos, mas junho vimos recuperação bastante interessante, eu diria até forte."

Segundo o CFO, já houve melhora na procura pelo RAC, segmento de aluguel de carros recentemente. A visão dele é que que a crise deva trazer atrair pessoas para o turismo doméstico usando carros, não ônibus, favorecendo os resultados corporativos. "O carro sai mais forte da pandemia", afirma.

Frota voltará a crescer

A receita com o segmento de aluguel de carros (RAC) caiu 34,1% no segundo trimestre em um ano, para R$ 174 milhões. Houve menor taxa de ocupação em relação há um ano e ao trimestre anterior, de 72,9%, além de queda na diária média para R$ 59,5 — de R$ 79,5 há um ano e R$ 83,4 no primeiro trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Movida, o desempenho do RAC se deve à estratégia de reduzir a frota em 4,6 mil carros operacionais e também ao menor volume de diárias.

Essa diminuição, no entanto, deve parar por aqui. De acordo com Lopes, a frota da Movida deve voltar a crescer depois do período de ajuste.

"Qual tamanho vamos ter ao fim do ano, eu não sei, mas estamos em um cenário de crescimento de frota em relação ao que temos agora", diz o CFO. "Se comparar a companhia do fim do ano à do começo, estaremos da mesma forma, tanto de tamanho como de rentabilidade."

Segundo o executivo, em junho já havia sinais de recuperação da demanda, que se acentuaram em julho e agosto, em especial no RAC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O driver desse crescimento vai ser o RAC, que, aliado à posição de liquidez e a baixa alavancagem, se a demanda for retomada, nos deixa posicionados para voltar a crescer", diz o CFO.

A frota da Movida encolheu durante o segundo trimestre. No período, houve compra de 5,9 mil carros e venda de 18,5 mil seminovos.

Seminovos são destaque

A receita líquida de seminovos foi recorde em um trimestre, totalizando R$ 749,1 milhões em receita líquida, alta de 21% em relação ao segundo trimestre de 2019.

O CFO da Movida destaca que o bom desempenho tem a ver com a estratégia digital forte para atrair clientes, usando o canal de volumes, o chamado "atacarejo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O serviço de seminovos não era considerado essencial durante a pandemia, diferentemente do RAC, que ficou aberto", diz Lopes. "Com a estratégia de publicidade e propaganda no digital para seminovos, conseguimos atrair clientes e entregar uma redução de entre 10 e 15 mil carros na frota."

Enquanto isso, o segmento de gestão e terceirização de frotas teve receita líquida 14,8% maior na comparação anual, alcançando R$ 124,8 milhões. O negócio se baseia em contratos de longo prazo de veículos por parte de empresas. O CFO diz haver "alavanca grande de crescimento" no segmento, desde que haja maior clareza das empresas quanto aos impactos da crise.

Ebitda e Caixa

O Ebitda ajustado da Movida no período foi de R$ 151,3 milhões, estável em relação ao segundo trimestre de 2019.

A margem Ebitda ajustada foi de 50,7%, alta de 10 pontos percentuais na mesma base de comparação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caixa da Movida terminou o segundo trimestre com saldo de R$ 1,7 bilhão, sustentado em grande parte pelo volume de vendas de seminovos. "Esse caixa também nos favorece a voltar a crescer", diz ele.

O fluxo de caixa livre para firma no período foi negativo em R$ 200 milhões, queda de 33,4% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

A companhia fechou com alavancagem (relação dívida líquida/Ebitda) de 2,6x o período, abaixo do nível de 2,8x do mesmo trimestre de 2019.

A locadora 'mais digital'

Como tem sido para todos os setores, a digitalização é uma das consequências da crise para as locadoras, diz o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para além disso, ele também espera que se consolide a ampliação do leque de produtos, com opções diversas aos clientes que incluam, por exemplo, a possibilidade de levar os carros a suas casas.

Do ponto de vista digital, a Movida ampliou os serviços de web check-in durante a quarentena, que permitem que o cliente escolha e alugue o carro mediante a apresentação de um QR code. A opção pode ser explorada via site da empresa ou aplicativo.

Segundo o CFO, no mercado de locação de carros como um todo, 10% dos aluguéis são realizados via digital. No caso dos aluguéis da Movida, são 48%, afirmou ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Tombo de quase 80%: Fictor Alimentos (FICT3) vira ação de centavos e recebe alerta da B3

3 de abril de 2026 - 17:41

A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia