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2020-07-28T15:50:36-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
credibilidade em jogo

Após escândalos, IRB Brasil anuncia Ellen Gracie, ex-ministra do STF, para chefiar comitê de ética

O anúncio de Gracie no controle do comitê é uma tentativa da resseguradora de recuperar a credibilidade frente ao mercado após escândalos que envolveram maquiagem de resultados e “fake news” sobre Warren Buffett

28 de julho de 2020
15:50
Ex-ministra do STF, Ellen Gracie
Ex-ministra do STF, Ellen Gracie - Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O IRB Brasil anunciou Ellen Gracie, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), para assumir o Comitê de Ética, Sustentabilidade e Governança da resseguradora.

Segundo comunicado da empresa, a ex-juíza do STF terá o papel de liderar o comitê na definição e proposição de práticas de governança corporativa em todas as esferas do IRB.

A iniciativa visa à "otimização do desempenho e ampliação de forma sustentável do valor econômico e social da companhia", diz o documento.

As ações ordinárias do IRB Brasil sobem 1,22%, para R$ 8,27, por volta das 15h50. Ao mesmo horário, o Ibovespa opera estável, aos 104.475,53 pontos. Confira nossa cobertura completa de mercados.

O anúncio de Gracie no controle do comitê é uma tentativa da resseguradora de recuperar a credibilidade frente ao mercado.

A companhia teve dois escândalos durante o 1º semestre do ano que afetaram a sua imagem e que ajudaram as ações perderem 77,14% do seu valor no acumulado de 2020.

O primeiro surgiu de embate com a gestora Squadra, que, em fevereiro, disse que os balanços do IRB estavam maquiados e turbinados por itens extraordinários.

A empresa admitiu a manobra em junho, quando a nova diretoria da empresa colocou a culpa do malfeito na diretoria antiga. Na ocasião, foi apresentado um lucro líquido R$ 670 milhões menor do que o originalmente demonstrado nos anos de 2018 e 2019.

Menos de duas semanas depois da primeiro polêmica sobre os resultados, a companhia voltou ao noticiário de maneira negativa. No início de março, a holding do bilionário Warren Buffet, a Berkshire Hathaway, negou que tivesse ações do IRB — e afirmou ainda por cima que não estava planejando comprá-las.

A informação de que a holding havia se tornado acionista da resseguradora surgiu sem confirmação de fonte na imprensa e foi reforçada pela empresa, que indicou para o conselho fiscal a advogada Márcia Cicarelli, que atua como procuradora da Berkshire no país.

No dia seguinte, os dois principais executivos do IRB renunciaram aos seus postos em meio ao vexame de dimensões internacionais.

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