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Segundo o jornal Valor Econômico, a AES Corp ofereceu R$ 17,15 por ação, totalizando R$ 1,27 bilhão por 18,5% da participação do BNDES na geradora de energia
A AES Corp., grupo norte-americano que detém a maior parte das ações com direito a voto da AES Tietê, fez uma oferta por 18,5% da participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na AES Tietê. As informações são do jornal Valor Econômico.
Segundo a publicação, a AES Corp ofereceu R$ 17,15 por ação, totalizando R$ 1,27 bilhão ao BNDES. A empresa americana também se comprometeu a migrar a AES Tietê do Nível 2 da B3 para o Novo Mercado. O banco estatal ainda ficaria com uma participação de 9,91%.
Na quinta-feira (24), a Eneva, que desde fevereiro tem se mostrado interessada na aquisição da AES Tietê, também fez uma proposta pela parte do BNDES, mas a oferta - que prevê um acordo de troca de ações e uma parte em dinheiro -, parece não ter agradado tanto o BNDES. Mesmo com o valor por ação saindo em cerca de R$ 18,88, somente R$ 200 milhões iriam de fato para o caixa do BNDES.
Caso o negócio seja fechado com a Eneva, uma batalha societária deve se suceder. O grupo norte-americano AES, que detém 24,35% do capital total e que controla a Tietê por deter 61,6% das suas ações ON, que dão direito a voto, já declarou que não tem interesse na fusão proposta pela Eneva.
Essa não é a primeira crise da varejista do setor de casa e decoração, que já enfrentou pedido de falência, recuperação extrajudicial, renegociações de dívidas e diversas brigas entre os sócios.
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