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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

BOAS NOTÍCIAS

Gol começa a ver céu azul para suas operações em 2020

Companhia pretende encerrar outubro com 500 voos diários, equivalente a 60% do registrado no mesmo período de 2019

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
9 de outubro de 2020
12:33 - atualizado às 18:39
Avião da companhia aérea, Gol
Imagem: Divulgação/Gol

A Gol está se sentindo confiante para o restante do ano, depois de amargar perdas por conta do cancelamento das operações em função da pandemia de covid-19. Mas a situação ainda não deve resultar em lucro no terceiro trimestre.

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Ela informou que, no início de outubro, ampliou a sua oferta de voos para 400 por dia em outubro e espera terminar o mês com 500 voos diários, o que colocaria a operação em aproximadamente 60% da programação registrada no mesmo período de 2019.

Os dados animaram os investidores no pregão desta sexta-feira (9) e as ações da Gol subiram 3,94%, a R$ 19,11. Veja como foi o dia dos mercados na cobertura do Seu Dinheiro.

Ela projeta ainda operar 93 dos 129 aviões este mês, além de retomar as atividades de mais três bases operacionais.

Bom momento

A situação já vinha bem desde o mês passado. Em setembro, ela viu que a demanda por voos no País cresceu 36%, na comparação com agosto. A oferta, na mesma base, aumentou 35%.

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Além disso, ela registrou um aumento de 60% nas vendas em todos os seus canais de comercialização, comparado com agosto, junto com um crescimento de 79% da receita de passageiros transportados.

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“Novamente, em setembro, a Gol observou um crescimento saudável da demanda por viagens entre os brasileiros”, disse, em nota, o diretor-presidente da companhia, Paulo Kakinoff. “Essa tendência deve persistir daqui para frente, uma vez que as buscas e vendas de passagens da Gol continuam crescendo.”

Prejuízo

Ainda que a situação esteja melhorando, a Gol estima fechar o terceiro trimestre com um prejuízo por ação de aproximadamente R$ 3,20.

A receita unitária de passageiro deve recuar 16% em relação ao terceiro trimestre de 2019, além de uma queda de 13% da receita unitária, por conta do aumento da participação da parte de cargas.

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A margem do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), excluindo despesas não operacionais e não recorrentes, deve ficar entre 21% e 23%, abaixo dos 31% apurados no trimestre findo de 2019.

Despesas, caixa e liquidez

Kakinoff afirmou que a empresa adotou uma postura conservadora e cautelosa na expansão da malha aérea, além de estar concentrada em equilibrar a capacidade e os custos para atravessar o ano.

Uma das iniciativas neste sentido foi a redução da frota no acumulado do ano até setembro. A Gol diminuiu em dez aeronaves Boeing 737 arrendadas, e pretende devolver outros quatro aviões até o final do ano. A companhia também diminuiu em 34 aviões os recebimentos do Boeing 737 Max, previstos para chegarem entre este ano e 2022.

A Gol destacou as iniciativas para redução de custos de pessoal, como programa de licença voluntária e aposentadoria precoce, que resultou na redução total do quatro de funcionários em cerca de 1 mil pessoas.

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A expectativa para o terceiro trimestre é manter os custos de pessoal reduzidos em até 40% dos patamares pré-pandemia.

Ela estima possuir liquidez suficiente para financiar seu capital de giro, despesas e para honrar suas dívidas. A geração líquida de caixa foi positiva em R$ 1 milhão por dia em setembro, sendo que ela encerrou o mês com aproximadamente R$ 2,2 bilhões em liquidez total.

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