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Aumento das vendas no mercado interno e depreciação do real ante o dólar puxa desempenho da siderúrgica para cima
A Gerdau (GGBR4) fez bonito no terceiro trimestre. Aproveitou o bom momento do mercado interno e o câmbio favorável e registrou o maior lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em um trimestre desde 2008.
O Ebitda subiu 68%, para R$ 2 bilhões. Em termos ajustados, que excluem itens não recorrentes que afetaram os resultados neste ano e no anterior, ele cresceu 46%, para R$ 2,1 bilhões, e a margem avançou de 14,8% para 17,5%.
A siderúrgica fechou o período de julho a setembro com um lucro líquido de R$ 795 milhões, 2,7 vezes acima do registrado no mesmo período de 2019.
Apesar do recorde trimestral do Ebitda, as ações da Gerdau operam em queda nesta quarta-feira (28), em dia de mau humor generalizado na bolsa. Os papéis fecharam em queda de 5,89%, a R$ 22,22.
A expectativa para o balanço era positiva. Em relatório publicado no final de setembro, o Credit Suisse dizia que a Gerdau aproveitaria uma recuperação da demanda a partir do segundo semestre, criando espaço para realizar novos ajustes nos preços dos produtos.
A Gerdau conseguiu aproveitar o momento. A receita líquida cresceu 23%, para R$ 12,2 bilhões, graças ao aumento de 4% das vendas de aço e de 17% da produção, além da depreciação de 36% do real ante o dólar nos últimos 12 meses, que teve efeito positivo na conversão das receitas das operações na América do Norte.
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O bom desempenho operacional resultou em uma geração de fluxo de caixa livre positivo de R$ 2,3 bilhões, acima dos R$ 205 milhões do segundo trimestre e dos R$ 1,9 bilhão do mesmo período de 2019.
Além de todo o aspecto operacional, o lucro da Gerdau se beneficiou da melhora na linha financeira, graças a um ganho com variação cambial. A despesa financeira líquida recuou 46%, para R$ 303 milhões.
Ela também registrou um recuo da dívida líquida em relação ao acumulado do segundo trimestre, de R$ 14,4 bilhões para R$ 12,3 bilhões. O índice de alavancagem financeira – medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda – foi de 2,78 vezes para 2,07 vezes por conta de amortizações de dívida e maior geração de caixa no período.
Em nota separada, a Gerdau anunciou que vai pagar R$ 0,12 por ação em dividendos, com base no resultado apurado no terceiro trimestre.
O valor será pago em 18 de novembro, com base na posição dos acionistas em 6 de novembro.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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