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Ministério barra empréstimo externo de US$ 300 milhões para governo de São Paulo investir na estatal de saneamento, que deve ser privatizada
Um impasse em torno de empréstimo externo de US$ 300 milhões (equivalente a R$ 1,274 bilhão) para investimentos na companhia de saneamento Sabesp quase colocou por terra a boa relação do governo de São Paulo com a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.
A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), órgão do Ministério da Economia responsável pelo acompanhamento e aprovação de empréstimos externos de Estados e municípios, barrou o financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco do Brics, ao Estado de São Paulo.
A alegação é que não faria sentido investimento numa estatal se o marco regulatório do setor de saneamento está mudando para abrir caminho para a privatização das companhias públicas. O empréstimo precisaria de aval da União.
O problema levou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ao ministério na última quarta-feira para reverter a recusa. Segundo apurou o Estado, o time de Guedes acertou que o projeto de empréstimo será reapresentado em reunião extraordinária nos próximos dias.
Para serem aprovados, os projetos precisam da votação unânime dos sete conselheiros, de diferentes órgãos do governo federal. Na última reunião, um dos conselheiros resolveu questionar alguns aspectos da modelagem do financiamento à Sabesp e sugeriu a reprovação. O conselheiro que votou contra era o representante do secretário especial de Produtividade, Carlos Alexandre da Costa.
O projeto de São Paulo, que estava em fase de elaboração havia muito tempo, recebeu pontuação alta. O critério de pontuação é definido por portaria com critérios objetivos. Os projetos são classificados e vão para reunião da Cofiex para sancionar a análise técnica.
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São Paulo e o Ministério da Economia não comentaram o caso. No entanto, uma fonte a par da negociação disse que o problema já está resolvido.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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