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Banco Paulista foi alvo da 61ª fase das investigações, deflagrada em maio de 2019, sob suspeita de lavar dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht
O ex-funcionário da mesa de câmbio do Banco Paulista Paulo Cesar Haenel Pereira Barreto delatou R$ 20 milhões em propinas para funcionários do Banco Central para agilizar trâmite de importação de dinheiro em espécie de bancos paraguaios, entre 2008 e 2015. A informação foi revelada pela revista Crusoé e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O acordo foi firmado com as forças-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. O Banco Paulista foi alvo da 61ª fase das investigações, deflagrada em maio de 2019, sob suspeita de lavar dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht. Segundo as investigações, entre 2009 e 2015, R$ 52 milhões foram lavados por meio da celebração de contratos falsos com o banco.
A parte do acordo que narra crimes cometidos em São Paulo foi homologada pela juíza federal Fabiana Alves Rodrigues, da 10ª Vara Criminal. São 16 anexos, e os procuradores ressaltam que dois deles se referem a fatos investigados pela Lava Jato no Rio e Curitiba.
Em junho de 2019, Barreto foi um dos três denunciados pela Operação Lava Jato pela suposta lavagem à Odebrecht. Segundo a denúncia, a cifra teria sido lavada por meio de 434 transferências bancárias a sete empresas de fachada de operadores do departamento de propinas da empreiteira.
Em nota, o Banco Central esclarece "que não foi comunicado sobre o conteúdo do referido processo, que corre em segredo de Justiça. O BC esclarece, ainda, que todas as instituições autorizadas a operar em câmbio podem também realizar operações de importação e de exportação de dinheiro em espécie, sem depender para isso de qualquer outra ação ou autorização desta Autarquia. Por fim, o BC ressalta que seus processos de regulação, autorização e fiscalização são executados com elevado padrão de governança, gestão e auditoria."
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