Cogna tem prejuízo de R$ 451 milhões e espera maior perda com inadimplência
Prejuízo líquido ajustado foi de R$ 140 milhões, resultado é pior do que o esperado por analistas; companhia aumentou provisão para crédito de liquidação duvidosa

A Cogna Educação, antiga Kroton, anunciou prejuízo de R$ 451,971 milhões no segundo trimestre. Há um ano, a companhia havia registrado lucro de R$ 139,838 milhões.
O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 140 milhões - considerando amortização de intangível e mais valia de estoque. Porém, analistas do mercado falavam em perdas de R$ 37 milhões, segundo a Bloomberg.
A receita líquida do grupo somou R$ 1,372 bilhão no segundo trimestre, queda de 21,2% sobre igual período de 2019. A empresa atribuiu o resultado à redução na base de alunos e do ticket médio do ensino presencial.
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"Nas unidades próprias, fica evidente a queda de relevância do Fies, cuja receita apresentou queda de 48%, assim como a menor contribuição da receita de PMT, em função da queda significativa de captação a partir do fechamento temporário das unidades na segunda quinzena de março".
Entre os pontos negativos informados pela companhia também está o aumento da provisão para crédito de liquidação duvidosa (PCLD), que subiu de R$ 213 milhões há um ano para R$ 500 milhões. A linha representa valor que a empresa pode perder com clientes inadimplentes.
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Porém, a Cogna diz que as perdas foram parcialmente compensadas pelo crescimento da base de alunos do ensino digital. O ensino digital nas unidades próprias registrou alta de 74% na receita.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou negativo em R$ 139,485 milhões, contra um indicador positivo de R$ 624,787 milhões no mesmo intervalo do ano passado.
O resultado financeiro negativo registrou uma leve melhora de 2,6% entre o segundo trimestre de 2019 e o segundo trimestre de 2020, para R$ 186,588 milhões.
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