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Modelo está proibido de operar em todo o mundo após acidentes na Etiópia e na Indonésia, entre o final de 2018 e início de 2019, que mataram mais de 300 pessoas e jogaram a empresa em uma crise
Os funcionários da Boeing zombaram das regras federais, falaram sobre enganar os reguladores e brincaram sobre possíveis falhas no 737 Max enquanto ele estava sendo desenvolvido, disse o New York Times. A publicação diz que obteve acesso a mais de cem páginas de mensagens internas entregues nesta quinta-feira (10) ao congresso americano.
O modelo 737 Max está proibido de operar em todo o mundo após acidentes na Etiópia e na Indonésia, entre o final de 2018 e início de 2019, que mataram mais de 300 pessoas e jogaram a empresa em uma crise.
As mensagens mais prejudiciais incluem conversas entre pilotos da Boeing e outros funcionários sobre problemas de software e com simuladores de voo para o 737 Max, segundo o jornal.
Os funcionários parecem discutir os casos em que a empresa ocultou esses problemas da administração federal de aviação dos Estados Unidos (F.A.A.) . "Ainda não fui perdoado por Deus pela cobertura que fiz no ano passado", disse um dos funcionários em mensagem de 2018.
Em outro trecho, ainda segundo a publicação, os funcionários questionam o 737 Max da Boeing e zombam dos próprios colegas. "Esse avião é projetado por palhaços, que por sua vez são supervisionados por macacos", um funcionário da Boeing escreveu em 2017.
A revelação das mensagens é mais um episódio da crise da Boeing, que levou a empresa a perder bilhões de dólares e causou estragos na indústria da aviação em todo o mundo. Ainda não há indicação de quando o Max pode ser liberado para voar novamente.
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