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balanço

Bancos emprestaram R$ 1,1 trilhão desde o início da crise, diz Febraban

Febraban ressalta ainda que os dados oficiais do BC mostram que as taxas de juros e os spreads declinaram no País

Montagem com fachada de agências dos bancos Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil
Fachada de agências dos bancos Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil - Imagem: Montagem Andrei Morais / Estadão Conteúdo / Shutterstock

Os bancos já emprestaram R$ 1,116 trilhão desde o início da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus no Brasil, mostra balanço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) publicado nesta segunda-feira (29).

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Os números consideram os dados oficiais do Banco Central nos meses de março, abril e maio, que somam R$ 981,2 bilhões - alta de 5,4% na comparação com o mesmo período de 2019, e ainda balanço da entidade feito até o dia 19 de junho.

"Mesmo em meio a um cenário bem adverso decorrente da pandemia, os bancos fizeram relevantes concessões de crédito, na casa de R$ 1,1 trilhão, incluindo operações novas, renovações de dívidas e carências de parcelas vencidas no período", diz o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Entre os dias 16 de março e 19 de junho, os bancos renegociaram 11,3 milhões de contratos com operações em dia, em um total de R$ 80,9 bilhões.

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As operações foram postergadas por um prazo que varia de 60 a 180 dias, dependendo da instituição financeira, em um esforço do setor para tentar mitigar os efeitos esperados na inadimplência por conta da crise.

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A maioria das postergações foi feita junto a pequenas empresas e pessoas físicas, que juntas alcançam R$ 44,5 bilhões.

Enquanto o volume de renegociações continua crescendo, para a concessão de crédito, a tendência é de queda. Na pessoa física, a esperada redução de demanda já se confirma.

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Dados do BC sinalizam retração de 8,8% de março a maio ante um ano, para R$ 457,737 bilhões. Já a carteira da pessoa jurídica cresceu 22,0% no período, para R$ 523,458 bilhões.

"A tendência do crédito à pessoa jurídica é declinante, refletindo a desaceleração progressiva da atividade, que deve apresentar o seu vale no segundo trimestre", avalia a Febraban.

Quando comparado o período da pandemia (de 16 de março a 19 de junho deste ano) com o mesmo intervalo de 2019, é identificada uma evolução de 43,4% nas concessões para Pessoa Jurídica no segmento livre (PJ), considerando a média por dia útil para cada período, conforme a Federação.

O aumento reflete, explica a entidade, o expressivo crescimento na demanda por crédito bancário no início da crise, devido às incertezas do cenário econômico, redução das operações no mercado de capitais e o cancelamento de linhas de financiamento externo para o Brasil.

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A Febraban ressalta ainda que os dados oficiais do BC mostram que as taxas de juros e os spreads - diferença de quanto um banco paga para captar e o quanto cobra para emprestar - declinaram no País desde o início da pandemia, a despeito das críticas quanto ao aumento do custo do crédito e a dificuldade para acessá-lo por parte de empresas e pessoas físicas.

De acordo com a entidade, houve redução mesmo com a piora do risco no cenário econômico e a expectativa de 'aumento expressivo' da inadimplência, que já forçaram os bancos a reforçarem seu colchões para possíveis perdas.

A taxa de juros para o conjunto das operações de crédito recuou de 23,1% para 20,4% ao ano. Já o spread médio baixou de 18,6% para 16,4%.

"Estamos preocupados e sensíveis com o momento e continuaremos completamente focados e, mais do que isso, comprometidos para ajudar o País a manter empregos e a preservar as empresas numa crise sem precedentes na história", afirma o presidente da Febraban.

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*Com Estadão Conteúdo

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