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A dona da bolsa brasileira registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,012 bilhão e pretende investir até R$ 425 milhões em sistemas e novos produtos para o mercado

O aumento no volume de negócios no mercado financeiro em meio à crise do coronavírus e a queda da taxa básica de juros (Selic) beneficia diretamente a B3, dona da bolsa brasileira.
A empresa registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,012 bilhão no segundo trimestre, o que representa um aumento de 28,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida da B3 aumentou 34,3% em relação aos meses de abril a junho de 2019 e atingiu R$ 1,9 bilhão.
O Ebitda, que representa o lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização, aumentou 42%, para 1,4 bilhão — com uma margem de impressionantes 74,4%.
Para dar conta do aumento do volume de negócios na bolsa, a B3 anunciou um aumento no orçamento de investimentos neste ano para uma faixa entre R$ 395 milhões e R$425 milhões. A estimativa anterior variava de R$ 300 milhões até R$ 330 milhões.
A dona da bolsa também pretende investir em projetos recentemente aprovados com o objetivo de adicionar produtos e serviços aos participantes do mercado.
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No segundo trimestre, o volume médio diário negociado no mercado de ações brasileiro foi de R$ 28,3 bilhões, um aumento de 91,9% ante o mesmo período de 2019.
O número de investidores mais que dobrou para mais de 2,5 milhões, um fenômeno relacionado diretamente com a queda da taxa básica de juros (Selic).
“Nos mercados de capitais e financeiro brasileiros, passamos por um momento inédito que combina volatilidade gerada pelas incertezas que acompanham a crise atual a um cenário de taxas de juros em patamares historicamente baixos”, escreveu o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, no relatório que acompanha o balanço.
Essa combinação ajuda a impulsionar os números da B3 — e o desempenho das ações. No ano, os papéis da dona da bolsa (B3SA3) acumulam valorização de 44%, contra uma queda de 13% do Ibovespa no mesmo período.
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