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Silêncio violado

Azul e Itaú BBA pagam R$ 1,3 milhão para encerrar processo na CVM

A CVM investigava o descumprimento do período de silêncio no IPO da companhia aérea, em abril de 2017, quando uma apresentação de executivos vazou na internet

Avião da Azul
Imagem: Shutterstock

A empresa aérea Azul e o Itaú BBA fecharam acordo e vão pagar R$ 1,3 milhão para encerrar um processo administrativo aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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A xerife do mercado de capitais investigava o descumprimento do período de silêncio durante a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia aérea, em abril de 2017. A Azul captou R$ 2 bilhões em sua estreia na bolsa.

Na época, a oferta chegou a ser suspensa depois que uma apresentação de David Neeleman e John Rodgerson, principais executivos da Azul, vazou em um site na internet.

Na apresentação, eles teriam usado material que não foi aprovado pela CVM e revelado informações que não estavam na prospecto do IPO, cujo coordenador líder era o Itaú BBA.

A autarquia liberou a oferta depois que a apresentação saiu do ar, mas manteve o processo.

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Para encerrar a questão, os acusados no processo administrativo se comprometeram a pagar R$ 1,3 milhão, distribuídos da seguinte forma:

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  • Azul S.A.: pagar à CVM o valor de R$ 400.000,00.
  • John Peter Rodgerson: pagar à CVM o valor de R$ 200.000,00.
  • David Gary Neeleman: pagar à CVM o valor de R$ 200.000,00.
  • Itaú BBA S.A.: pagar à CVM o valor de R$ 400.000,00.
  • Roderick Sinclair Greenlees: pagar à CVM o valor de R$ 50.000,00.
  • Eduardo Ferreira Guimarães: pagar à CVM o valor de R$ 50.000,00.

A área técnica da autarquia aprovou o acordo, que foi referendado pela diretoria.

O valor em si não deve fazer grande diferença para a Azul. De todo modo, o acordo acontece em um momento de forte pressão sobre o setor aéreo em consequência da pandemia do coronavírus.

Ontem saiu a informação de que o empresário David Neeleman, fundador e atual presidente do conselho de administração da companhia, se desfez de uma fatia importante de sua participação na empresa.

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De acordo com a Azul, a venda ocorreu para honrar uma chamada de margem de um empréstimo pessoal de US$ 30 milhões feito pelo empresário e que tinha como garantia parte de suas ações da companhia.

Os papéis da companhia (AZUL4) fecharam em alta de 1,10%, cotados a R$ 16,53.

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