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2020-03-08T22:09:45-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Depois da lambança

Após queda de executivos, IRB descarta rever balanços contestados pela Squadra

Conselheiro diz que foi pego de surpresa com a notícia falsa sobre a compra de ações do IRB pela holding de Warren Buffett e que empresa vai apurar o caso

5 de março de 2020
10:31 - atualizado às 22:09
Pedro Guimarães
Pedro Guimarães, presidente interino do conselho de administração do IRB - Imagem: Divulgação

Um dia depois da lambança que envolveu o nome do bilionário Warren Buffett e levou à queda da cúpula da empresa de resseguros IRB Brasil, os executivos da companhia vieram a público hoje pela manhã para reafirmar que todos os acionistas e o conselho estão tranquilos com os resultados divulgados pela empresa.

Em teleconferência com analistas, o presidente interino do conselho de administração do IRB, Pedro Guimarães, afirmou que não há nenhum motivo para "nem pensar em republicar" algum balanço.

"O conselho e todos nós acionistas temos total tranquilidade com o balanço", afirmou Guimarães.

A crise no IRB teve início em fevereiro, quando a gestora carioca Squadra divulgou uma carta aos investidores na qual contestou os resultados da companhia.

Com uma grande posição vendida em ações da companhia, a gestora sustenta que os balanços foram turbinados por itens não-recorrentes, ou seja, que não vão se repetir em resultados seguintes.

Embora não veja razões para rever os balanços da gestão passada, o IRB pretende aprimorar a forma como publica os resultados, segundo Werner Suffert, novo vice-presidente financeiro e de relações com investidores e presidente interino da companhia.

"É claro que temos que melhorar transparência e trazer conforto para quem investe e para os reguladores", disse Suffert, que fazia parte do conselho do IRB e estava na BB Seguridade.

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Desconforto com Buffett

A situação do IRB se deteriorou na terça-feira à noite, depois que a Berkshire Hathaway, holding que concentra os investimentos do bilionário Warren Buffett, informou que nunca teve, não tem e não pretende ter ações da empresa.

A manifestação da Berkshire ocorreu depois da publicação de notícias falsas de que a holding do bilionário teria comprado ações do IRB.

Guimarães negou que a diretoria anterior do IRB tenha informado o conselho sobre a suposta compra de ações pela Berkshire e disse que foi pego de surpresa com a negativa.

O executivo disse que a notícia sobre o desmentido da empresa de Buffett trouxe um desconforto para a companhia e que o caso será investigado.

Entre as questões que serão apuradas está a indicação da advogada Márcia Cicarelli, procuradora da Berkshire no país, para o conselho fiscal da companhia. A notícia foi interpretada pelo mercado como uma forma de a antiga administração sustentar a notícia falsa sobre a participação de Buffett no IRB.

Saída de Ivan Monteiro

Pedro Guimarães, que é presidente da Caixa Econômica Federal, assumiu o comando do conselho do IRB interinamente após a renúncia de Ivan Monteiro. A saída dele, aliás, foi outro ponto mal explicado pela antiga diretoria da companhia.

A informação sobre a renúncia de Monteiro, também publicada antecipadamente pela imprensa, foi desmentida pela companhia. O problema é que desta vez a informação era verídica. No dia seguinte ao desmentido do IRB, o executivo formalizou o pedido de renúncia ao cargo.

Guimarães negou, contudo, que a saída de Monteiro tenha sido motivada por algum tipo de desconforto com os balanços do IRB, como a imprensa também chegou a noticiar.

"Nunca houve nenhum tipo de desconforto do Ivan [Monteiro] até por uma questão matemática. Se houvesse, ele não teria assinado o último balanço", afirmou Guimarães.

O presidente da Caixa, disse que ficará na presidência do conselho por apenas mais alguns dias e que a empresa busca para a vaga um nome com larga experiência no ramo de seguros e resseguros, inclusive em empresas internacionais.

Após a violenta queda de mais de 30% no pregão de ontem, as ações do IRB ensaiaram uma reação na abertura do pregão desta quinta-feira, mas voltaram a cair forte e despencaram 16,47%. Desde o início de fevereiro, a companhia já perdeu quase 65% do valor na bolsa, o equivalente a R$ 27 bilhões. Leia também nossa cobertura completa de mercados.

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