🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

começa hoje

Mercado espera mais um corte da Selic, mas qual será o passo seguinte do BC?

Maioria das instituições prevê que a Selic cairá de 4,5% para 4,25% ao ano na reunião que começa hoje e que este será o último corte do atual ciclo

Kaype Abreu
Kaype Abreu
4 de fevereiro de 2020
6:02 - atualizado às 6:36
Roberto Campos neto
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que começa nesta terça-feira (4) e termina amanhã deve promover mais um corte na taxa básica de juros, a Selic: de 4,5% para 4,25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A avaliação do mercado é de que os dados mais fracos de atividade econômica — com a produção industrial recuando 1,2% em novembro — e os primeiros sinais de que a alta da inflação registrada a partir de novembro não vai perdurar — com o IPCA-15 de janeiro desacelerando — dão espaço para mais uma redução na taxa.

A perspectiva de mais uma redução nos juros é majoritária, mas não chega a ser um consenso entre os analistas. Das 58 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, do Grupo Estado, 47 esperam a queda da taxa. E você, o que acha? Deixe seu comentário logo abaixo desta matéria.

O ciclo de cortes da Selic começou em julho de 2019 — até então a taxa estava em 6,5%. Nas reuniões seguintes, o Copom reduziu a taxa até chegar a 4,5%. Mas, após o encontro de dezembro, o mercado ficou em dúvida se o período de sucessivas reduções na Selic havia chegado ao fim, em especial porque a inflação medida pelo IPCA acelerou no final do ano.

Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle — pois a taxa básica de juros é uma ferramenta da instituição para alcançar a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), estipulada em 4% para 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao reduzir a Selic, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Por outro lado, os juros mais baixos significam rendimentos menores para as aplicações de renda fixa.

Leia Também

Inflação perde força...

A razão para o otimismo das instituições financeiras quanto a inflação é a prévia registrada pelo IPCA-15 de janeiro: o indicador variou 0,78%, ante 1,05% de dezembro.

Segundo a consultoria inglesa Oxford Economics, o choque do preço das carnes adicionou 0,7 ponto porcentual ao IPCA. "Com a provável reversão deste choque, esperamos que a inflação caia de volta para um nível abaixo da meta em 2020", disse o economista da consultoria Marcos Casarin em avaliação mais recente.

O boletim Focus, publicação do Banco Central que reúne estimativas do mercado para diversos indicadores, prevê a inflação a 3,4% em 2020. "Tudo caminha para um corte", diz o analista da Capital Research, Felipe Silveira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

...mas dólar merece atenção

Segundo Silveira, a projeção atual para a inflação abre janela para se discutir mais um corte após esta reunião do Copom. Mas a cotação do dólar — que fechou a R$ 4,249 nesta segunda, após disparar 7% em janeiro — deixa dúvidas sobre qual será a sinalização do BC.

A depreciação do real mexe com o preço de produtos importados e matérias-primas como o trigo — base para a preparação de alimentos comuns aos lares brasileiros, entre eles massas e pães. A alta do preço desses produtos poderia fazer com que o IPCA avançasse mais do que o esperado.

Outro fator que pode mexer com o câmbio é a baixa participação do investidor estrangeiro em negócios locais. A oferta e a demanda da moeda estrangeira impacta na cotação do dólar — e, ao menos em 2019, houve uma decepção do mercado local em relação a entrada de investidores no Brasil.

"A maior parte dos leilões ainda não aconteceu e a bolsa registrou mais saída do que entrada de recursos estrangeiros", lembra Silveira. "A tensão entre os Estados Unidos e Irã, além do surto do novo coronavírus, também fortalecem o dólar".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Coronavírus vai mexer na Selic?

O surto do novo coronavírus se tornou mais um elemento de instabilidade dos mercados. No entanto, ainda é cedo para avaliar o impacto que a doença pode ter na economia — e, consequentemente, no posicionamento do Banco Central —, segundo Nicolas Saad, da Persevera Asset Management.

"Mas desde a crise de 2008 os bancos centrais estão mais atentos ao risco imposto pelo cenário econômico global", diz Saad — que também destaca a atuação do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano). "A postura acomodativa deles é importante".

Na semana passada, o Fed manteve os juros na faixa entre 1,50% e 1,75%. Após decisão, presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, disse que ainda era cedo para falar sobre o coronavírus. "A situação é inicial. Não vou especular sobre seus impactos", disse, indicando que a doença é monitorada.

Em relatório, o Itaú — que também espera um corte na Selic — diz acreditar que os efeitos do coronavírus tendem a ser passageiros e que, "a médio prazo, esses desenvolvimentos configuram pressão negativa sobre a atividade econômica global, e um potencial risco de baixa para a recuperação no Brasil".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais reformas, mais quedas?

As decisões do Fed ajudaram o mercado local a projetar o posicionamento do Copom em 2019. Também entrou na conta a reforma da Previdência, aprovada pelo Senado em outubro.

Embora o presidente do BC em mais de uma ocasião tenha negado que existisse uma relação entre cortes da Selic e o avanço do projeto, parte do mercado precificou a queda da taxa básica conforme as expectativas do avanço da reforma.

Neste ano, o Congresso tem ao menos dois grandes projetos que fazem parte dos objetivos econômicos do governo: a reforma tributária e a administrativa. Mas ambas não devem ter o mesmo peso que a Previdência nas expectativas do mercado.

Para o economista chefe da Daycoval Asset, Rafael Cardoso, mais importante do que o desenrolar dos acontecimentos em Brasília é a confiança de que a agenda vai prosperar. "No governo [de Michel] Temer a reforma [da Previdência] não foi aprovada, mas o BC cortou os juros", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Saad, da Persevera, diz que não há por que relacionar Selic às reformas. A alteração na taxa básica de juros leva ao menos nove meses para impactar a economia, enquanto a mudança nas regras do regime de aposentaria visam equilibrar as contas públicas nas próximas décadas.

De olho nesses prazos, o gestor da SPX Capital, Rogério Xavier, declarou ser contra uma redução da Selic neste mês. Em evento com investidores, ele disse que os efeitos de uma decisão agora só serão sentidos em 2021, quando a meta de inflação será de 3,75% — ou seja, sem margem em relação às projeções atuais do mercado.

Para Xavier, o risco de uma maior flexibilização agora é de o BC ter que elevar os juros lá na frente. Ao lado dele, Luis Stuhlberger, gestor do lendário fundo Verde, também afirmou ser contra novas reduções da Selic.

E depois?

Das 47 instituições que esperam uma queda de 0,25% na Selic, 34 dizem acreditar que o ciclo de afrouxamento monetário termina com essa redução, ainda segundo o Projeções Broadcast. O levantamento diz que sete instituições vêem novo corte de juros, para 4,00%, e uma espera a Selic em 3,50%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Saad, da Persevera, o BC deveria deixar a porta aberta para novas reduções porque, na visão da gestora, a recuperação da economia ainda pode decepcionar o mercado. "A gente está digerindo as etapas finais da recessão", diz.

Cardoso, do Daycoval, diz que vê na comunicação do BC uma indicação de que o ciclo de cortes está próximo do fim. "Mais do que a decisão na próxima reunião, o que a gente espera é que a instituição dê um sinal de que os juros vão ficar baixo por muito tempo".

Já o Itaú diz que, em qualquer caso, o comitê deve destacar que seus próximos passos dependerão da evolução dos dados econômicos, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA NA ESTRUTURA

Desglobalização à vista? Economista alerta para nova “ordem mundial” com era Trump 2.0 

31 de janeiro de 2026 - 10:00

Nova globalização será responsável por remodelar estruturalmente as próximas décadas, diz Matheus Spiess, economista pelo Insper, no programa Touros e Ursos

METAIS PRECIOSOS EM QUEDA LIVRE

Ouro cai mais de 11% e prata derrete 31% em um único dia; entenda o que causou o nervosismo no mercado

30 de janeiro de 2026 - 18:30

Investidores reagem à indicação de Kevin Warsh para o Fed e a dados de inflação acima do esperado nos EUA

ALTO PADRÃO

Como será o hotel de luxo que casal bilionário dono da melhor vinícola do mundo vai construir no Brasil

30 de janeiro de 2026 - 16:03

Rede de hotéis de luxo associada à casal de bilionários terá primeira unidade no Brasil, no interior de São Paulo, com inauguração prevista para 2027 ou 2028

VAI TER DESCANSO?

Carnaval 2026 não é feriado nacional; veja quem tem direito à folga

30 de janeiro de 2026 - 11:13

Apesar da tradição, o Carnaval não é feriado nacional em 2026; datas aparecem como ponto facultativo no calendário oficial

DEBATE ACALORADO

Escala 6×1 com os dias contados? Por que essas empresas se anteciparam e decidiram acabar com ela

30 de janeiro de 2026 - 10:40

Enquanto o Congresso ainda discute o fim da escala 6×1, empresas de setores que operam no limite da jornada legal começam a antecipar mudanças e adotar modelos de trabalho com mais dias de descanso

A ESCOLHA FOI FEITA

Adeus, Jerome Powell, olá, Kevin Warsh: conheça o escolhido de Trump para ocupar a presidência do Fed

30 de janeiro de 2026 - 10:10

Em suas redes sociais, Trump afirmou que não tem dúvidas de que Warsh será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed

ROUBOU A CENA

Quina aproveita bola dividida na Lotofácil 3600 e faz o maior milionário da rodada; Mega-Sena tem repetição improvável

30 de janeiro de 2026 - 7:10

Enquanto a Quina roubou a cena da Lotofácil, a Mega-Sena acumulou de novo na quinta-feira (29) e o prêmio em jogo subiu para R$ 115 milhões.

VAI CAIR MAIS

Selic em 11,50% em 2026 — o que levou o UBS BB a mudar a projeção para os juros? Spoiler: não foi apenas a sinalização do Copom de corte em março

29 de janeiro de 2026 - 18:32

Esta é a primeira revisão do banco suíço para a taxa básica desde março de 2025; projeção anterior era de 12% até o final do ano

REGULAMENTAÇÃO

Cannabis medicinal já pode ser cultivada por universidades no Brasil: veja o que muda com as novas regras aprovadas pela Anvisa

29 de janeiro de 2026 - 16:00

Anvisa aprovou novas regras para a cannabis medicinal, permitindo o cultivo da planta por universidades e instituições de pesquisa, sob exigências rígidas de controle e segurança; veja as novas regras para a Cannabis medicinal no país

DIRETORES AFASTADOS

Fiscal de si mesmo: BC abre investigação interna para apurar crescimento acelerado e liquidação do Master

29 de janeiro de 2026 - 9:35

O objetivo da medida é tentar entender o que aconteceu com o Master, e como o Banco Central pode reforçar a sua governança interna de fiscalização.

ÁGUA

Califórnia resolve um problema que as mudanças climáticas não garantem mais

29 de janeiro de 2026 - 8:42

Diante das secas cada mais vez imprevisíveis, o estado mais rico dos EUA passou a tratar a água como infraestrutura estratégica

GRANDES PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil acumula de novo e prêmio dispara, mas não faz nem cócegas nos R$ 102 milhões em jogo hoje na Mega-Sena

29 de janeiro de 2026 - 7:09

Depois de acumular pelo segundo sorteio seguido, a Lotofácil pode pagar nesta quinta-feira (29) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa, mas a Quina vem logo atrás.

NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

28 de janeiro de 2026 - 18:38

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

SELIC ALTA DEMAIS, BOLSA SEM LASTRO?

“Banco Central já deveria cortar a Selic em 0,25 p.p”, diz Felipe Guerra, da Legacy, que alerta para bolha na bolsa

28 de janeiro de 2026 - 17:10

Enquanto a Legacy defende corte imediato de 0,25 ponto nos juros, Genoa alerta para o risco de o Banco Central repetir erros do passado

NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar