⚠️ DIVIDENDOS EM RISCO? Lula e Bolsonaro querem taxar seus proventos e podem atacar sua renda extra em 2023. Saiba mais aqui

2020-01-30T14:46:06-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
OLHO NOS JUROS

Fed decide manter juros entre 1,50% e 1,75%

No comunicado, o banco ressaltou que a atual política monetária é “apropriada para suportar a expansão econômica, condições mais fortes do mercado de trabalho e o retorno da inflação para perto da meta de 2%”

29 de janeiro de 2020
16:07 - atualizado às 14:46
Jerome Powell Fed
Presidente do Fed, Jerome Powell. - Imagem: Federal Reserve

O banco central norte-americano (Fed) decidiu manter os juros na faixa entre 1,50% e 1,75%. A decisão foi unânime. O ciclo de cortes foi interrompido na última reunião de dezembro.

A medida era amplamente esperada pelo mercado, que acreditava que o banco não iria ignorar a recente propagação acentuada do vírus na China e no resto do mundo, mas que colocaria o coronavírus apenas no radar para ser monitorado.

No comunicado, o banco ressaltou que a atual política monetária é "apropriada para suportar a expansão econômica, condições mais fortes do mercado de trabalho e o retorno da inflação para perto da meta de 2%".

O comitê disse ainda que vai considerar as condições do mercado de trabalho, indicadores de pressão inflacionária e expectativa de inflação, além de leituras sobre o desenvolvimento do mercado financeiro e internacional para futuros ajustes.

No exterior, as bolsas norte-americanas tiveram pouca alteração em relação ao que estava sendo visto ao longo do dia. Dow Jones (+0,49%), o S&P 500 (+0,52% ) e o Nasdaq (+0,58%) tiveram leve alta, após o anúncio do FED.

No Brasil, a divulgação dos juros no Estados Unidos provocou uma reação tímida do Ibovespa que apresentava queda de 0,13%, cotado em 116.393,31 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, apresentou alta de 0,69%, cotado em R$ 4,22. Confira aqui nossa cobertura completa dos mercados nesta quarta-feira (29).

Incertezas continuam, inclusive sobre coronavírus

Em seu tradicional discurso após o anúncio dos juros, o presidente do Fed, Jerome Powell, comentou sobre o impacto do novo tipo de coronavírus na economia. Ele disse que "as incertezas sobre as perspectivas econômicas continuam, inclusive as relacionadas ao coronavírus".

Ele destacou que o surto internacional é uma "questão muito séria" e que vai gerar "impactos na economia da China no curto prazo" e "talvez até global".

"A economia da China é muito importante, e quando desacelera, nós sentimos isso."

Mas ponderou que o vírus ainda é incipiente, especialmente se olharmos para a disseminação internacional que ele teve até agora. "A situação é inicial. Não vou especular sobre seus impactos".

Guerra comercial

Já ao tocar no tema da guerra comercial, Powell falou que a assinatura da primeira fase do acordo com a China e do "novo Nafta", - acordo entre Estados Unidos, México e Canadá, cuja sigla é USMCA -, são acontecimentos potencialmente positivos.

Porém, ressaltou que a incerteza sobre a política comercial permanece no radar diante do risco elevado. Ele acrescentou ainda que é preciso paciência com os efeitos de acordos comerciais sobre a economia.

Postura "apropriada"

Mesmo de olho nos possíveis riscos à expansão da economia norte-americana, o presidente do Fed disse que há sinais de que o crescimento esteja se estabilizando e que, à medida em que os dados continuarem consistentes, a postura do Fed se mostrará "apropriada".

Ele ainda comentou que vê com "cauteloso otimismo" as perspectivas para a economia mundial e que os PMIs (índices gerente de compras) sugerem uma "recuperação da atividade em vários países".

Ainda assim, ele afirmou que "se houver mudança material em perspectivas, estamos prontos para responder".

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

CAÇADOR DE TEDÊNCIAS

Day trade na B3: Oportunidade de lucro acima de 5% com ações da Minerva Foods (BEEF3); confira a recomendação

6 de outubro de 2022 - 8:08

Identifiquei uma oportunidade de swing trade baseada na análise quant – compra dos papéis da Minerva Foods (BEEF3). Veja os detalhes.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ibovespa ao som de Guns N’Roses: Eleições, expectativas com as big techs, temporada de balanços e outras notícias que mexem com o seu bolso

6 de outubro de 2022 - 8:06

Os investidores brasileiros iniciam a quinta-feira em busca de gatilhos capazes de manter o Ibovespa descolado das bolsas estrangeiras.

CENTRAL DAS ELEIÇÕES

Eleições 2022: Confira as agendas de campanha de Lula e Bolsonaro nesta quinta-feira

6 de outubro de 2022 - 8:02

Acompanhe a cobertura ao vivo das eleições 2022 com as principais notícias sobre os principais candidatos à Presidência e nos Estados

DE OLHO NA BOLSA

Esquenta dos mercados: Eleições pressionam Ibovespa enquanto bolsas no exterior aguardam ata do BCE e dados de emprego nos EUA

6 de outubro de 2022 - 7:39

Os investidores aguardam os números de emprego nos Estados Unidos antes do payroll de sexta-feira

ESTRADA DO FUTURO

Uma nova safra de balanços vem aí: o que esperar dos resultados das maiores empresas de tecnologia do mundo?

6 de outubro de 2022 - 6:39

Há uma enorme diferença entre as expectativas para Amazon, Apple, Google e Microsoft; o mais importante é o que elas têm a dizer sobre os próximos trimestres

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies