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Patamar de otimismo está próximo ao registrado em dezembro de 2019, antes de a pandemia reverter as perspectivas econômicas do País, diz BofA
O otimismo dos gestores de fundos em relação à Bolsa brasileira se consolidou nesta reta final de 2020, alcançando patamares parecidos com os vistos em dezembro do ano passado, quando se esperava uma forte expansão da economia local e um desempenho fantástico do mercado de capitais.
Apesar de o País ainda estar enfrentando os efeitos da pandemia de covid-19, sem qualquer perspectiva de início de um programa maciço de vacinação, mais da metade dos gestores ouvidos pelo Bank of America (BofA) – 54%, para ser específico – espera que o Ibovespa fique acima de 130 mil pontos em 2021. O levantamento, realizado entre 4 e 11 de dezembro, ouviu 26 profissionais de investimentos com cerca de US$ 84 bilhões em ativos sob gestão.
A quantidade que aposta em um Ibovespa acima de 130 mil pontos subiu em relação ao estudo feito no mês passado, quando menos de 20% acreditavam que o índice poderia alcançar este feito histórico. A pesquisa anterior mostrava que metade dos pesquisados esperava que o principal índice da B3 fecharia 2021 entre 120 mil e 130 mil pontos. O levantamento de dezembro mostra que apenas 20% dos entrevistados acredita nesta possibilidade.
A esperança de que a pandemia acabará em 2021 está abrindo o apetite dos gestores para risco, com um número cada vez maior deles disposto em aumentar a alocação em renda variável. Facilita também o fato de muitos ativos estarem cotados nos menores patamares da história.
Segundo o BofA, 73% dos participantes da pesquisa acreditam que o mercado acionário vai ter um desempenho superior a outros ativos, caso do dólar e dos títulos públicos, nos próximos seis meses. Em novembro, o número de pessoas respondendo da mesma forma era de 66%.
Quando questionados sobre qual moeda da América Latina terá o melhor desempenho em relação às principais divisas globais – ou seja, cujo valor se valorizará mais ante dólar, euro e outros – nos próximos seis meses, 42% afirmaram que será o real, seguido por 19% que respondeu peso mexicano.
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A maioria dos entrevistados (69%) acredita que a nossa moeda ficará abaixo de R$ 5,10, em relação ao dólar, ao final de 2021. O BofA espera que ela termine o ano que vem em R$ 5,10.
O real foi a moeda que mais se desvalorizou durante a pandemia de covid-19 entre as moedas emergentes, diante dos ruídos em torno da situação fiscal do País. No acumulado do ano, a desvalorização é de 21,4%, sendo que ela atingiu 28% em outubro.
A situação fiscal do Brasil foi abordada pelo BofA, especificamente o teto de gastos. Para a maioria (66%), o limite acabará flexibilizado, mas as mudanças não serão muito grandes a ponto de causar problema. Esta visão também constava no relatório passado, mas a quantidade de gestores que acreditava neste movimento era de 55%.
Os investidores ouvidos pelo BofA estão menos preocupados com a inflação do que anteriormente e revisaram para cima as perspectivas para o crescimento da economia em 2021.
Apenas 38% dos entrevistados afirmaram que as expectativas de inflação devem registrar aceleração nos próximos meses, abaixo dos 61% que responderam desta forma no levantamento de novembro.
E 46% dos pesquisados veem as pressões inflacionárias dos últimos meses como sendo temporárias.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa de mais de 40% é de um crescimento entre 3% e 4%, enquanto a maioria esperava anteriormente uma expansão de 2% a 3%.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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