Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-04-08T12:24:20-03:00
Estadão Conteúdo
Projeção pós-crise

Comércio global deve cair entre 13% e 32% por conta do coronavírus, diz OMC

OMC também ressalta que setores com cadeias produtivas mais complexas serão mais fortemente atingidos, entre eles o de produtos eletrônicos e o automobilístico.

8 de abril de 2020
12:24
Comércio
Imagem: Fotos Públicas

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que o volume de comércio global cairá entre 13% e 32%, como resultado das disfunções econômicas provocadas pelo coronavírus. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, 8, a entidade explica que o cenário é difícil para previsões, devido ao caráter incerto da pandemia, mas conclui que a queda será mais acentuada do que a observada durante a crise financeira de 2008 e 2009.

Segundo o documento, as regiões mais afetadas pelo declínio nas exportações serão a América do Norte, com contração entre 17,1% e 40,9%, e Ásia, com recuo de 13,5% a 36,2%.

Na América Latina, o recuo deverá variar de 12,9% a 32,8%.

A OMC também ressalta que setores com cadeias produtivas mais complexas serão mais fortemente atingidos, entre eles o de produtos eletrônicos e o automobilístico. Na avaliação da Organização, o comércio de serviços será impactado por meio de restrições de transporte e de viagens.

O documento destaca ainda que a recuperação deve ocorrer em 2021, embora pondere que as estimativas são incertas, podendo variar de avanço de 21,3% a 24%.

De acordo com a análise, a retomada rápida acontecerá se empresas e consumidores interpretarem os efeitos da covid-19 como temporários. "Os números são ruins - não tem como fugir disso. Mas uma rápida e vigorosa recuperação é possível", disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo.

Em coletiva de imprensa virtual, Azevêdo afirmou que em um ou dois anos será possível retornar aos níveis econômicos anteriores à pandemia, dependendo das ações de cada governo.

Ele salientou que as medidas de estímulos fiscais e monetárias, anunciadas por vários países, deve ajudar no processo. "Não temos assimetrias ou problemas com fundamentos da economia global. Essa é uma crise na saúde, que causa choques na oferta e na demanda", explicou.

2019

Azevedo afirmou que o mundo já estava registrando uma queda no comércio antes da pandemia de coronavírus, por conta das tensões comerciais e da desaceleração econômica. Em relatório divulgado nesta quarta, a entidade revelou que o volume de comércio global contraiu 0,1% em 2019 e deve despencar de 13% a 32% em 2020.

Segundo o documento, o valor total das exportações caiu 3% no ano passado, a US$ 18,89 trilhões. Na contramão, o valor do comércio de serviços subiu 2%, a US$ 6,03 trilhões, expansão mais tímida do que a registrada de 2018, quando houve avanço de 9%.

Na entrevista coletiva virtual, Azevêdo destacou que nenhum país vai ficar imune à crise provocada pelo coronavírus. Ele exortou a comunidade internacional a ajudar os países em desenvolvimento. "Países fortemente endividados merecem atenção, porque terão desafios em duas frentes: o sistema de saúde deles não é tão robusto e o desemprego vai subir consideravelmente", disse.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Ao Vivo

Apple apresenta novos modelos de MacBook Pro e Airpods; acompanhe o lançamento

Apresentado pelo CEO da companhia, Tim Cook, este é o segundo evento da empresa para lançamento de produtos neste ano

Benefício perto do fim

Sem substituto para o Bolsa Família, Bolsonaro afirma que definição sobre extensão do auxílio emergencial sai nesta semana

O presidente não revelou quantas serão as novas parcelas do benefício, mas afirmou que o valor já foi decidido pelo governo no último sábado

Movimentando o mercado

Fleury (FLRY3) compra Laboratório Marcelo Magalhães; saiba mais sobre aquisição, a segunda maior na história do grupo

O grupo pagará R$ 384,5 milhões pela empresa, que, com 64 anos de história, é referência em medicina diagnóstica no estado de Pernambuco

DIA DE ESTREIA

Getnet (GETT11) ganha vida própria e estreia na B3 com o pé direito; ações ordinárias e preferenciais disparam mais de 100%

As units (GETT11), papéis com maior liquidez, subiam cerca de 59,45%, cotadas a R$ 7,51. Como parte da cisão de SANB11, integrante do Ibovespa, as ações já integram o principal índice da bolsa brasileira

Venda de ativos

A Oi (OIBR3 e OIBR4) está mais perto da virada com um sinal verde do Cade

As ações da Oi (OIBR3 e OIBR4) sobem nesta manhã, reagindo ao sinal verde dado pelo Cade para a venda de parte da V.tal/InfraCo ao BTG

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies