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2020-06-19T17:11:42-03:00
Estadão Conteúdo
relações diplomáticas

China deseja ampliar operações bilaterais com o Brasil no contexto da pandemia

“Queremos fazer operações bilaterais com o Brasil no contexto da pandemia do coronavírus. Vamos trabalhar para ampliar as parcerias bilaterais sino-brasileiras”, disse o embaixador da China no Brasil

19 de junho de 2020
16:01 - atualizado às 17:11
China
Imagem: Shutterstock

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, usou quase todo o tempo da live organizada pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), da qual foi o convidado principal, para destacar sua visão sobre a dimensão do potencial de crescimento das relações comerciais entre os dois países. Ele disse que, do lado chinês, o governo tem se esforçado para aumentar os negócios entre China e Brasil e que medidas já estão sendo adotadas para que isso aconteça.

"Queremos fazer operações bilaterais com o Brasil no contexto da pandemia do coronavírus. Vamos trabalhar para ampliar as parcerias bilaterais sino-brasileiras", disse o embaixador, para quem existe uma margem grande para crescimento do comércio entre o Brasil e a China.

"Vejo espaço para crescimento de parcerias em infraestrutura, agronegócio, energia e saúde", disse Yang.

O turismo é outra área que o embaixador diz ver grande potencial de crescimento. Ele disse que 60 mil chineses visitam o Brasil anualmente e diz entender que o Brasil poderia simplificar a política de vistos para atrair mais turistas chineses.

Ainda de acordo com o embaixador chinês, na área da Educação há também um vasto espaço para crescimento nas relações entre os dois países. De acordo com ele, o Brasil é uma potência educacional na América Latina e que há um número grande de jovens chineses estudando no Brasil. Mas, no entender dele, poderia ser mais. "Queremos fazer intercâmbios com o Brasil", disse Yang.

Brics

Wanming disse que o governo de seu país gostaria que o Brasil usasse mais os recursos do Banco dos Brics para promover desenvolvimento principalmente neste momento de crise. De acordo com ele, dos cinco países membros do Brics, o Brasil foi o que menos usou recursos do banco.

"Gostaríamos que o Brasil usasse mais recursos do Banco dos Brics", disse o embaixador, para quem o fundo do banco é para ser usado para dar melhores condições de vida às populações dos países que fazem parte do grupo. Yang participa de live organizada pelo Grupo de Lideres Empresariais (Lide).

Ele falou ainda da solidariedade do governo chinês com o mundo neste momento de pandemia do coronavírus e listou algumas medidas adotadas pela China para ajudar os países mais afetados pelo vírus.

Para o Braiil, disse Yang, a China vai enviar o segundo lote de equipamentos para o Estado do Amazonas no mês que vem no valor de R$ 500 milhões.

Relatou ainda que seu país já doou mais de US$ 50 milhões à Organização Mundial da Saúde (OMS) e que seu presidente, XI Jinping, já autorizou ajuda de US$ 50 bilhões à África para os próximos três anos.

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