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A primeira pergunta que qualquer investidor deveria se fazer antes de colocar dinheiro em uma opção não envolve o quanto deseja ganhar. É o contrário: “quanto eu topo perder?”
Quem muito quer, nada tem. Esse é só mais um dos ditados sábios que os nossos avós cansaram de falar pra gente e, a duras penas, acabamos aprendendo cedo ou tarde.
Infelizmente, muitos pequenos investidores aprenderam isso na marra nas últimas semanas, depois de alavancarem suas apostas em Cogna (COGN3) utilizando estratégias com opções, o que resultou em grandes prejuízos.
Por que falar sobre isso somente agora? Eu até tentei deixar pra lá, mas além de ter recebido perguntas sobre o assunto no meu último plantão de dúvidas, acredito que será muito útil utilizar esta coluna do Seu Dinheiro para fazer você aprender com os erros dos outros.

Se você acredita que uma ação está na iminência de subir, você pode:
A não ser que você seja um monge que abdicou de todas as recompensas materiais, é bem provável que vai preferir o retorno extraordinário das opções. Eu também!
O problema é que retornos maiores também estão associados a riscos maiores.
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Ao contrário das ações, que raramente recuam mais de 5% em uma sessão, as opções frequentemente chegam a perder mais de 50% valor em menos de um dia.
Desvalorizações de 100% são comuns, e não adianta confiar nos "stops" para limitar os prejuízos, porque frequentemente a opção já vai abrir o pregão abaixo dele e você será obrigado a amargar uma perda bem maior do que o seu manejo de risco permitia.
"Ruy, quer dizer que opções só são indicadas para quem curte perder uma boa grana?"
É óbvio que não. Mas há inúmeras formas de se jogar esse jogo.
Algumas delas com risco controlado, outras que, cedo ou tarde vão levar você à falência.
Se você deseja investir R$ 1.000 em uma opção porque pretende utilizar o possível lucro de 500% para pagar a viagem do fim do ano ou as contas atrasadas, esqueça!
Você está investindo em opções sob a ótica da ganância e, como diz aquele ditado no início, está querendo muito e é bem provável que termine sem nada.
Me desculpe a sinceridade, mas eu estou aqui para ajudar você a construir patrimônio, não acabar com ele.
A primeira pergunta que qualquer investidor deveria se fazer antes de colocar dinheiro em uma opção não envolve o quanto deseja ganhar. É o contrário: "quanto eu topo perder?"
Isso porque a maior probabilidade ao se investir em uma opção é justamente de se perder dinheiro.
É isso mesmo! Os ganhos não vão acontecer todos os dias. Às vezes pode demorar semanas para você ter um lucro.
E se você investir em uma opção apenas o que topa perder, dane-se o que acontecer depois. Você terá tudo sob controle.
Se acontecer o pior e você perder 100%, isso já estava nos planos.
Por outro lado, se o trade vingar, o seu investimento pode se multiplicar várias vezes e trazer um retorno extraordinário. Nesse caso, você vai poder usar o lucro "inesperado" para comprar alguma ação ou investir na tão desejada férias de fim de ano.
Não é à toa que os grandes fundos de investimento colocam apenas uma pequena parcela do portfólio em opções – frequentemente, menos de 1%.
Se as opções se valorizarem bastante, a parcela alocada vai contribuir para levantar a cota mensal.
Se tudo der erradíssimo, tudo bem também! Porque a perda de menos de 1% do portfólio não vai machucar ninguém.
Da mesma forma, a nossa exposição no Flash Trader, a série que eu assino na Empiricus sobre investimentos em opções, também é inferior à 1% – o foco é sempre na preservação de capital dos assinantes.
Tudo isso para chegar na tão comentada polêmica sobre as opções da Cogna.
Caso você não tenha visto, nas últimas semanas pipocaram nas redes sociais relatos de investidores que perderam uma baita grana depois de investirem em opções da companhia educacional, após terem seguido dicas "quentes" de gurus financeiros espalhados pelo twitter, fóruns e afins.
Alguns perderam até o que não tinham, utilizando estratégias ainda mais sofisticadas – que combinam a venda descoberta de puts, um outro tipo de opção, com a compra de calls.
Minha intenção aqui não é cagar regra e nem condenar uma operação que acabou resultando em prejuízo.
Todo mundo que investe está sujeito a ter perdas no meio do caminho. Se você nunca teve, é porque nunca investiu.
Mas duas coisas nesse episódio me deixam verdadeiramente puto:
O que essas duas coisas têm em comum? Quem se ferra é sempre o pequeno investidor, que depois foge da Bolsa para sempre achando que ela não passa de um cassino recheado de picareta.
Não que não existam picaretas na Bolsa, longe disso! Mas isso tem em qualquer lugar: na igreja, na escola, no trabalho, não é mesmo?
Mas existe muita gente séria também. Cabe a cada um ter o mínimo de conhecimento para saber discernir.
E se você está se perguntando se esse tipo de "recomendação torta" acontece também com ações: pode acreditar que sim! Então, atenção redobrada com as ações queridinhas dos fóruns.
Dizem que não existe nada mais valioso na vida do que conhecimento, e eu concordo plenamente com essa afirmação.
Afinal de contas, se você não conhece muito bem os ativos nos quais está colocando o seu suado dinheirinho, como você pode se certificar de que poderá contar com esse investimento amanhã?
Se aqueles investidores conhecessem os riscos ou o próprio funcionamento do mercado de opções, é bem provável que o final dessa história com Cogna teria sido bem diferente.
E é por isso que hoje decidi disponibilizar aqui um ebook gratuito para aqueles que quiserem aprender mais sobre o mercado de opções.
Esse material contém as primeiras aulas do meu curso completo de opções na Empiricus.
Esta é a minha humilde contribuição para a sua jornada como investidor e eu espero que te ajude a pular fora das ciladas que aparecerem pelo caminho.
Um grande abraço e até a próxima!
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