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A economista-chefe do Santander, Ana Paula Vescovi, comparou a situação do Brasil a uma atividade arriscada: patinação em gelo fino. Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, ela disse que a crise do coronavírus vai levar a dívida pública brasileira para perto de 100% do PIB. O cenário traz um risco fiscal maior e exigirá “delicadeza” do Banco Central.
•O Ibovespa recuou 1,51% ontem e fechou aos 77.871,95 pontos. O dólar à vista subiu 0,82%, para R$ 5,8686. A cautela nos mercados foi influenciada pelos primeiros relatos sobre a gravação da reunião em que Bolsonaro teria ameaçado Moro de demissão.
•O que mexe com o mercado hoje? O temor com reaberturas precipitadas das economias impactadas pela covid-19 se misturam com a expectativa pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta manhã. As bolsas asiáticas fecharam em alta. Os índices futuros em Nova York amanhecem no positivo, enquanto o pregão europeu fica no campo negativo. No Brasil, expectativa pelos números de março do varejo divide a atenção com o clima político tenso em Brasília.
• Em entrevista exclusiva ao repórter Felipe Saturnino, a economista-chefe do Santander e ex-secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, se disse surpresa com o corte de 0,75 ponto no juro feito pelo Banco Central na semana passada. Ela mostrou preocupação com o aumento da dívida pública e com o “empinamento da curva de juros” (um diferencial maior entre juros curtos e longos). Tal cenário exigirá “delicadeza” na condução da política monetária: “estamos patinando sobre gelo fino”.
•Em dois meses de pandemia, o BC ampliou a quantidade de papel-moeda em R$ 52 bilhões, o que levou o dinheiro em circulação no País à marca recorde de R$ 311,5 bilhões. A ação foi tomada para suprir uma demanda maior por “dinheiro na mão”.
•O Brasil tem 177.589 casos de coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. O número de mortes chegou a 12,4 mil.
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•A produção industrial da zona do euro sofreu um tombo de 11,3% em março, em comparação com o mês anterior. Já o PIB do Reino Unido caiu 2% no 1º trimestre em relação aos três meses anteriores. Como o lockdown só foi adotado em 23 de março, a avaliação é de que o pior ainda está por vir.
•O ministro Celso de Mello, do STF, deu um prazo de 48 horas para PGR se manifestar sobre sigilo do vídeo em que Bolsonaro teria ameaçado Moro. Investigadores ouvidos pelo Estadão avaliam que o conteúdo da gravação ‘escancara a preocupação do presidente com um eventual cerco da Polícia Federal a seus filhos’.
•A Advocacia Geral da União entregou os laudos dos exames do presidente Bolsonaro para covid-19 ao STF. Segundo a AGU, a documentação confirma que o chefe do Executivo teve resultado negativo para a doença.
•Mais de 70 mil militares receberam o auxílio emergencial de R$ 600 destinado a trabalhadores, segundo reportagem do Estadão. O governo afirma que os comandos das Forças Armadas apuram "possíveis irregularidades" no processo.
•A pandemia acelerou o processo de integração entre Avon e Natura, segundo o presidente da Natura & Co, Roberto Marques. O executivo disse que o lançamento da nova Avon deve acontecer no 3º trimestre.
•A Stone vai demitir 20% de seus funcionários, o que corresponde a 1,3 mil pessoas, segundo carta do presidente executivo da empresa, Thiago Piau, aos colaboradores. A empresa planeja investir em serviços financeiros e ferramentas de venda online.
• A indústria automobilística intensificou as ações para amenizar os efeitos da crise, com o uso de novas plataformas de vendas, financiamento com primeira parcela em seis meses e sorteio de caminhões. Veja o que as principais montadoras estão fazendo diante da pandemia.
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