O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Uma curiosidade: alguns lanches mudam de nome a depender do país em que estamos. Sabe por quê? Devido ao sistema métrico de cada território. Por exemplo, um Quarteirão com Queijo aqui no Brasil leva o nome de Quarter Pounder with Cheese nos EUA e Royale with Cheese na França.
Quem me ensinou isso foi Pulp Fiction, clássico dos anos 90 escrito e dirigido por Quentin Tarantino. Ao longo dos anos, Pulp se tornou sinônimo de filme cult por ser considerado uma das obras de maior relevância de Tarantino. Sou testemunha, a história é realmente excelente.
Logo no início da trama nos deparamos com esse diálogo entre Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson), em que Vega nos conta de sua experiência na França e de como ficou maluco por notar a mudança de nome entre o mesmo produto só pelo fato de estar em outro país.
“Vincent: Você sabe como eles chamam o Quarteirão com Queijo em Paris? [...] Eles chamam de Royale with Cheese” – Vincent Vega, trecho do filme Pulp Fiction.
Posso não ser o maior especialista em cinema, muito menos em roteiro, mas eu entendo tais trechos de conversas despretensiosas, sempre presentes nos trabalhos de Tarantino, como sendo a espinha dorsal da qualidade do enredo. Em meia dúzia de frases que conseguimos dos personagens, podemos criar uma atmosfera muito mais imersiva.
Mas sou suspeito. Muito dificilmente você me verá criticando algum trabalho do diretor. De qualquer forma, assim como tais pequenas parcelas de diálogo são importantes para a criação de uma personagem mais robusta e interessante, carteiras de investimentos também possuem peculiaridade em até certo ponto semelhante.
Leia Também
Vamos imaginar um portfólio de um investidor mediano, ou moderado. Vamos trabalhar sobre a carteira em percentual, dividindo as grandes classes de ativos em caixas para que completemos um total de 100%.
É intuitivo nosso entendimento de que, quando temos alguma convicção, precisamos pesar a mão em ativos que se beneficiariam do cenário que acreditamos que se materializará mais à frente. Por exemplo, se temos convicção de que o Brasil vai decolar, natural alocarmos mais de nosso capital em Bolsa e juro longo.
Mas isso é só parte da história toda.
Isso porque uma das lições mais importantes na alocação de recursos repousa justamente sobre a necessidade de uma visão holística para o patrimônio investido.
E o que eu quero dizer com holística? Bem, justamente para olharmos os dois lados da equação. Ao mesmo tempo que acredito na alta da Bolsa, também acredito na minha própria falibilidade.
Isso se chama humildade epistemológica. Tão raro em um mercado coberto por pessoas arrogantes e egos inflados.
Temos que sempre considerar a possibilidade de estarmos errados. Como diria Taleb, "start looking from the tails" (comece olhando da cauda – da distribuição). Em uma distribuição normal de probabilidade, eventos mais raros, com menor chance de acontecer, residem na cauda (ponta) da distribuição.
Isso sugere uma necessidade de se começar a alocação de recursos partindo do pressuposto de que estamos errados.
Digo tudo isso para nos trazer ao ponto nevrálgico de minhas palavras. Não é porque acredito em um futuro positivo para o Brasil que não devo ter proteções clássicas, como ouro e dólar.
Pelo contrário, é justamente porque acredito em um futuro positivo que alocaria mais em ativos de risco e, por conta disso, deverei acompanhar também meus investimentos com uma boa fatia, de até 10% do total, de proteções.
Assim, se eu estiver certo, perfeito. Minha carteira como um todo vai muito bem, porque 90% dela estará bem alocada, balanceada e diversificada, em ativos que se beneficiam de um contexto de céu de brigadeiro.
Do mesmo modo, se eu estiver errado, não haverá tanto problema, porque carrego 10% dos meus investimentos em ativos que se beneficiam de um cenário mais adverso. Moeda forte e metais preciosos são as reservas de valor mais tradicionais nesse sentido. É para eles que o dinheiro foge quando uma hecatombe acontece – e elas acontecem com mais frequência e com maior intensidade do que pressupomos.
Ouro, em meu entendimento, é o investimento mais clássico para que possamos nos proteger de maneira consistente no longo prazo. Sempre foi a reserva de valor da humanidade e, desde o início do terceiro milênio, tem vivido um bull market inacreditável. Abaixo, note como o ouro costuma se valorizar acentuadamente em momento de estresse frente à Bolsa americana.
Fonte: Empiricus e Bloomberg
Algo que perfaz até 10% do seu patrimônio investido é uma excelente pedida, dividido entre moeda forte e ouro. É possível ganhar exposição a estes ativos por meio de um fundo de investimento barato na sua corretora.
Para quem tem menos recursos disponíveis no momento, um fundo de ouro dolarizado é uma excelente pedida. Tais fundos são meus favoritos mesmo, porque você ganha exposição, ao mesmo tempo, a ouro e dólar. Ou seja, uma dupla proteção.
Hoje, você consegue encontrar produtos assim na Órama, no BTG e na Vitreo. Novamente, eu gosto de prezar pelo ouro dolarizado e conheço a qualidade das instituições acima, por isso as citei.
Dicas como essa e muitas outras vocês podem encontrar na Empiricus, por meio do nosso best-seller, Palavra do Estrategista. Trata-se da série do do Felipe Miranda, Estrategista-Chefe da Empiricus, ideal para todos os tipos de investidores.
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado