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Podia ser o título de um filme de terror, mas está mais para uma história de superação. No jargão do mercado financeiro, sardinhas são os pequenos investidores — pessoas físicas como eu e você.
No mar revolto da bolsa de valores, as sardinhas costumam virar presas fáceis para os grandes investidores — ou tubarões, como também são conhecidos.
Nos momentos de euforia do mercado, as pessoas físicas costumam ser as últimas a chegar. E quando a chega a crise são as primeiras a sair.
Ou seja, os tubarões vendem suas ações para as sardinhas quando o preço está alto e depois compram de volta mais barato.
Mas quem esperava a repetição do roteiro na crise do coronavírus deu com os burros n’água — para manter a analogia. Desta vez as pessoas físicas não só ficaram na bolsa como aproveitaram a queda para comprar as ações dos tubarões.
O sangue frio das sardinhas foi recompensado. Até de forma surpreendente, o Ibovespa recuperou boa parte das perdas no ano e voltou aos patamares de fevereiro.
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O bom desempenho ajudou a bolsa a continuar atraindo novos investidores apesar da crise. Em outubro, o número de pessoas físicas na B3 passou de 3,1 milhões.
É claro que a bolsa quer se aproveitar dessa onda. O presidente da B3 falou hoje sobre o comportamento dos investidores e anunciou novos produtos para atrair mais pessoas físicas ao mercado, como mostra o Ivan Ryngelblum.
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